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PSDB define Diogo Moraes como líder da Alepe e rompe com governo

PSDB oficializa independência em relação ao governo Raquel e substitui Débora Almeida por Diogo Moraes na liderança da Alepe e comissões
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A Executiva estadual do PSDB se reuniu na manhã desta segunda-feira (29) e definiu que o deputado Diogo Moraes será o líder da sigla na Alepe Foto: Arthur Botelho/Folha de Pernambuco
A Executiva estadual do PSDB se reuniu na manhã desta segunda-feira (29) e definiu que o deputado Diogo Moraes será o líder da sigla na Alepe Foto: Arthur Botelho/Folha de Pernambuco

O Diretório Estadual do PSDB oficializou, nesta segunda-feira (29), o novo posicionamento do partido na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A sigla decidiu deixar a base governista e passar a atuar de forma independente em relação à gestão da governadora Raquel Lyra (PSD). Na mesma reunião, realizada na sede do partido, no bairro do Derby, no Recife, os tucanos também confirmaram a troca na liderança da legenda na Casa: sai a deputada Débora Almeida e assume o deputado Diogo Moraes.

Dos oito integrantes da Executiva estadual, sete votaram pela mudança. A própria Débora Almeida foi a única a se posicionar contra. O deputado estadual Izaías Régis não compareceu ao encontro. Além da perda da liderança, Débora foi retirada das comissões de Constituição, Legislação e Justiça, Finanças e da suplência de Administração Pública.

Impacto na CPI da Publicidade

A substituição de liderança tem reflexos imediatos na composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Publicidade, criada para investigar contratos de comunicação do governo estadual. Com a decisão, Diogo Moraes passa a ocupar a vaga de indicado do partido no colegiado. A comissão, no entanto, segue paralisada por determinação judicial.

Segundo o presidente da Alepe e do diretório estadual do PSDB, deputado Álvaro Porto, a expectativa é de retomada dos trabalhos após decisão da Justiça. “Há uma paralisação por uma ordem judicial. Mas continua existindo. A partir do posicionamento da Justiça, volta a recontagem dos prazos”, disse.

O novo líder tucano, Diogo Moraes, reforçou que a indefinição judicial não altera as deliberações internas do partido. “Existe uma decisão da Assembleia da questão dos prazos de indicação, mas de forma liminar. Ainda falta julgar de forma completa. A gente deliberou esperando a decisão judicial. Porém, todos os outros casos não têm pendências judiciais”, afirmou.

Disputa interna e independência política

A decisão pela independência foi referendada pela Executiva estadual e, segundo Álvaro Porto, atendeu a todas as exigências regimentais e judiciais. “Cumprimos todas as determinações e prazos regimentais do partido e da Justiça. Tudo foi feito com orientação da Executiva nacional”, declarou.

O parlamentar também destacou que o novo posicionamento garante ao PSDB mais espaço nas comissões da Casa, incluindo Justiça, Finanças, Administração e a própria CPI da Publicidade.

Mesmo defendendo a independência, Álvaro Porto afirmou que pessoalmente faz oposição à governadora Raquel Lyra. Ele relembrou a saída da gestora do PSDB, em março deste ano, quando se filiou ao PSD levando consigo 32 prefeitos. “Sem motivo nenhum, ela deixou o PSDB isolado em Pernambuco. Tirou todos os prefeitos eleitos com financiamento do partido”, disse.

Débora diz continuar na base

Voto vencido nas deliberações, Débora Almeida lamentou a decisão. “Eu continuo governista, continuo ao lado da governadora Raquel Lyra, trabalhando pelo bem de Pernambuco. (…) Foram ouvidos os membros do partido e foi decidido ficar independente. É uma pena, inclusive eu votei para que o PSDB continuasse na base do governo, mas o partido hoje decidiu que está independente”, declarou.

A parlamentar afirmou ainda que avalia sua permanência na legenda. “Estamos no PSDB, mas estamos avaliando e provavelmente na janela partidária a gente deve caminhar num partido junto com a governadora Raquel Lyra”, afirmou.

O rompimento formal do PSDB com o Palácio do Campo das Princesas ocorre após meses de atritos entre a bancada e o governo. Além das divergências em torno da CPI da Publicidade, pesaram na decisão os embates sobre pedidos de empréstimos do Executivo estadual na Alepe.

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