
Em meio à ofensiva dos cearenses pela saída de Danilo Cabral da superintendência da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), o senador Humberto Costa (PT) divulgou nota em que defende o trabalho que vem sendo realizado à frente do órgão e afirmou que representa um marco de reconstrução institucional após anos de esvaziamento das políticas públicas para o desenvolvimento regional.
“Danilo foi fundamental para resgatar o papel estratégico da Sudene na promoção de iniciativas estruturantes para o Nordeste”, afirmou Humberto Costa.
O parlamentar destacou, ainda, o compromisso, a capacidade de articulação e o conhecimento de Danilo sobre a realidade nordestina, fatores que têm fortalecido projetos voltados ao crescimento econômico, à inclusão social e à redução das desigualdades.
“Venho trabalhando para que o atual presidente permaneça à frente da instituição. Tenho, inclusive, tido conversas permanentes com a ministra Gleisi (Hoffmann) e outros membros do governo para destacar a importância da sua atuação. Reafirmo o meu compromisso e minha luta em favor dos interesses de Pernambuco e do Nordeste”, completou.
Paralelamente, lideranças petistas de Pernambuco se mobilizam durante o 17º Encontro Nacional do PT, que acontece até domingo, em Brasília, para evitar a substituição de Danilo Cabral, pedida pela ala cearense do partido.
Sudene entre os pedidos
Os petistas pernambucanos destacam que, mesmo com o estado ocupando sete ministérios no governo federal, não reivindicaram pastas no Governo do presidente Lula, apenas três cargos: a Codevasf (ocupada por Edilázio Wanderley), duas diretorias no Banco do Nordeste (com Dilson Peixoto e André Campos) e a superintendência da Sudene (com Danilo Cabral).
“Não entramos no debate sobre qualquer ministério. Fizemos três pedidos, que foram a Codevasf, Banco do Nordeste e Sudene. Danilo vem fazendo um trabalho com excelência na Sudene, que não pode ser interrompido”, destacou uma liderança petista.
Outro dirigente do PT reforçou que, independentemente do desfecho da disputa, o mais importante é manter o trecho pernambucano da Ferrovia Transnordestina como prioridade.
“Não podemos abrir mão do trecho pernambucano da Transnordestina. Há um sentimento de unidade em torno disso. É um movimento que não tem volta”, afirmou.
A pressão da ala cearense tem origem nas críticas à lentidão das obras e à cobrança de novos repasses. O governo federal, por sua vez, condiciona a liberação de recursos à comprovação das etapas já concluídas — um processo que tem contado com a articulação de Danilo Cabral para garantir o avanço do trecho pernambucano.
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