
Mesmo diante de um cenário econômico de cautela, o Natal deve injetar R$ 85,1 milhões na economia do estado este ano. É o que mostra a Pesquisa de Intenção de Consumo no Natal, elaborada pela Fecomércio Alagoas, por meio do seu Instituto de Pesquisas.
O levantamento revela que 66,8% dos consumidores pretendem presentear neste período, gerando R$ 57,4 milhões apenas em compras. O tíquete médio estimado é de R$ 332,59 por pessoa, o que representa um crescimento nominal de R$ 2,9 milhões em relação a 2024, ou 5,3% de variação positiva.
Neste ano, a pesquisa também passou a medir a intenção de comemorar o Natal e aponta que 93,2% dos entrevistados afirmaram que participarão de algum tipo de celebração, com um gasto médio previsto de R$ 114,89, o que representa R$ 27,7 milhões injetados na economia local apenas com as festividades.
“O aumento do consumo, estimulado pelas compras de Natal e pela renda extra do 13º salário, fortalece o caixa das empresas e melhora as condições de investimento para o início do próximo ano”, pontua Adeildo Sotero, presidente da Fecomércio Alagoas.
A pesquisa mostra que a maioria dos consumidores vai aproveitar a data para se autopresentear. Mais de 31% dos entrevistados disseram que comprarão para si mesmos, seguidos por filhos (21,7%), cônjuges (12,4%), sobrinhos (11%) e afilhados (6,8%).
O Vestuário aparece no topo da lista de intenções, com 48,3% das menções, seguido por eletrônicos (23,8%) e brinquedos (13,6%). Outros segmentos como eletrodomésticos (5,4%), cosméticos (4,1%) e utensílios domésticos (2%) também foram citados.
Na hora de comprar, os maceioenses continuam preferindo os shoppings centers (40,1%) e o Centro de Maceió (30%). No entanto, as compras online deram um salto e subiram de 14,08% em 2024 para 23,3% neste ano, consolidando a força do digital no varejo local. Já as lojas de bairro e de rua representam apenas 3,7% das preferências, enquanto supermercados e feiras não ultrapassam 2,6%.
Formas de pagamento mostram comportamento mais cauteloso
O PIX será o meio de pagamento mais utilizado (34,4%) para as compras do natal, seguido pelo cartão de crédito parcelado (26,7%) e o débito (23,4%). O uso do crédito rotativo, que implica juros mais altos, aparece com 9,7%, o que indica algum grau de comprometimento de renda.
A maior parte dos consumidores (65,6%) pretende gastar entre R$ 101 e R$ 500. Apenas 8,4% devem desembolsar mais de R$ 400.
As reuniões familiares seguem como a principal forma de celebrar o Natal. 41% dos entrevistados devem comemorar na casa de parentes, enquanto 35,7% farão a ceia em sua própria residência. Outros locais incluem casas de amigos (12,4%), igrejas (7,7%) e, em menor escala, praias, restaurantes e shoppings.
A maioria dos gastos com comemorações ficará na faixa de R$ 101 a R$ 200 (21,7%), com uma minoria planejando desembolsar acima de R$ 400.
Consumo será moderado no Natal, aponta Fecomércio
Apesar da movimentação econômica significativa, os dados sinalizam um comportamento de consumo mais racional e seletivo. Para Lucas Sorgato, assessor econômico da Fecomércio Alagoas, a conjuntura mostra um consumidor mais cauteloso.
“Mesmo com a menor taxa de desemprego dos últimos 13 anos e aumento real nos salários, fatores como juros elevados (15%), inflação em 4,46% e alto nível de endividamento (76,7%) das famílias explicam esse crescimento moderado”, afirma.
O cenário sugere que o Natal de 2025 manterá sua força no varejo local, mas com ênfase em planejamento financeiro, controle de gastos e busca por melhores condições de compra um retrato fiel do momento econômico vivido por grande parte das famílias alagoanas.
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