
Na busca por uma ceia de Natal mais em conta, o consumidor pernambucano pode investir mais em itens como frango, azeite e panetones de fabricação própria do que em produtos tradicionais como bacalhau, tender e vinhos. Pesquisa da Gerência de Fiscalização do Procon Pernambuco mostra que, entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, os preços médios da cesta natalina variaram até 48,6%. A orientação do órgão de defesa do consumidor é que quem ainda não concluiu as compras de fim de ano fique atento à variação de preços entre marcas e estabelecimentos. A diferença pode ultrapassar dois dígitos para o mesmo tipo de produto, dependendo do ponto de venda.
O bacalhau tipo Saithe apresentou a maior variação entre os itens pesquisados, passando de R$ 41,38 para R$ 61,49 o quilo. O bacalhau do Porto subiu de R$ 147,92 para R$ 206,58, alta de 39,6%. O tender foi de R$ 46,97 para R$ 62,64, enquanto o chester passou de R$ 31,66 para R$ 36,24. Entre os panetones industrializados, a marca Bauducco registrou aumento de 21,9%. Já os panetones de fabricação própria recuaram 10,2%, com preço médio reduzido de R$ 14,48 para R$ 12,99.
O frango resfriado caiu de R$ 16,10 para R$ 13,00, uma queda de 19,2%. O azeite de oliva de 500 ml foi de R$ 46,89 para R$ 39,73, variação de –32%. Entre os produtos com redução também estão o queijo tipo provolone Buritis, que caiu de R$ 120,90 para R$ 95,95, e o chocotone Visconti, de R$ 22,99 para R$ 19,82.
Na sobremesa, o pêssego em calda passou de R$ 18,73 para R$ 23,50, e o abacaxi em calda de R$ 21,20 para R$ 27,82. As caixas de chocolate sortido variaram entre R$ 14,53 e R$ 17,98, com aumento de até 19%. No grupo das bebidas, o vinho tinto suave subiu 42,3%, passando de R$ 17,23 para R$ 24,52. O espumante sidra teve variação de 26,2%, e o espumante brut passou para R$ 44,51.

Pesquisa indica variações acima da inflação na ceia de Natal
A pesquisa foi realizada em duas etapas: entre 11 e 13 de dezembro de 2024 e entre 9 e 12 de dezembro de 2025, em supermercados da Região Metropolitana do Recife. Ao todo, foram monitorados 32 produtos típicos da ceia, entre alimentos industrializados, carnes, panificados, conservas e bebidas. O levantamento não identifica comportamento de consumo, mas aponta diferença de preços que pode influenciar as decisões de compra nas horas finais do período festivo.
Segundo o IBGE, Pernambuco é o terceiro maior produtor de frango do Nordeste, atrás da Bahia e do Ceará. A produção estadual tem peso sobre a oferta regional e favorece a manutenção de preços mais estáveis na proteína de maior circulação no varejo. O mesmo não ocorre com itens como bacalhau e vinho, que dependem de importação ou de transporte interestadual.
O IPCA de alimentos e bebidas acumulado no período foi de 5,4%. Entre os itens da cesta natalina monitorada pelo Procon-PE, 20 apresentaram aumento acima desse índice. A diferença se concentra nos produtos com maior demanda no mês de dezembro ou com peso logístico e cambial na formação de preços.
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