- Publicidade -

Pecém ganha terminal de cargas frias com aporte de R$ 105 mi de grupo suíço

De olho na Transnordestina, o terminal irá atender empresas importadoras e exportadoras que passam pelo Pecém
Bruno Brandão
Bruno Brandão
De Fortaleza
- Publicidade -
Sede do terminal de cargas que será inaugurado em setembro, no Pecém - Foto: Divulgação
Sede do terminal de cargas que será inaugurado em setembro, no Pecém. Foto: Divulgação

O Grupo suíço Fracht AG inaugura, no dia 9 de setembro, o mais moderno terminal de cargas frias do Ceará, localizado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), em São Gonçalo do Amarante. O empreendimento, orçado em R$ 105 milhões, representa um marco para a logística do Nordeste, ampliando a capacidade do estado como hub estratégico de importação e exportação de produtos resfriados e congelados.

Com 17 mil m² de área construída, sendo 9.800 m² dedicados a armazéns secos e frigoríficos, o terminal foi projetado para elevar o padrão da cadeia logística da região. Segundo a empresa, a estrutura terá capacidade para armazenar até 174 mil toneladas por ano de cargas resfriadas, congeladas e secas, consolidando-se como um dos empreendimentos mais avançados do setor no Brasil.

Em conversa com o Movimento Econômico, o diretor-geral da Fracht Log, Thiago Abreu, diz que o terminal reforça o papel estratégico do estado no cenário nacional. “O Grupo Fracht AG é um grupo multinacional de origem suíça e enxerga o Ceará como um estado estratégico para o desenvolvimento dos seus negócios no Brasil e na América do Sul. Por isso, erguer esse empreendimento inédito é um presente para a logística brasileira”, afirmou.

Abreu lembra ainda que a localização do Pecém e a futura chegada da Transnordestina serão diferenciais para ampliar a integração entre os modais rodoviário, marítimo e ferroviário.

Detalhe do interior do terminal com capacidade  armazenar até 174 mil toneladas por ano de cargas resfriadas, congeladas e secas - Foto: Divulgação
Detalhe do interior do terminal com capacidade armazenar até 174 mil toneladas por ano de cargas resfriadas, congeladas e secas. Foto: Divulgação

Benefícios para a economia regional

De acordo com o executivo, setores como o de frutas, aves, carnes e peixes devem ser os maiores beneficiados com a nova estrutura. “Teremos capacidade de armazenar até 60 mil toneladas por ano de cargas resfriadas ou congeladas — conhecidas como cargas sensíveis, pois exigem controle preciso de temperatura. Esse terminal vai reforçar consideravelmente o processo logístico das empresas que atuam nesse segmento”, destacou.

Além de fortalecer as exportações, o empreendimento também será voltado ao mercado interno, ampliando as oportunidades para empresas nacionais.

Thiago Abreu, diretor-geral da Fracht Log, diz que a empresa mira ainda a chegad da Transnordestina - Foto: Divulgação
Thiago Abreu, diretor-geral da Fracht Log, diz que a empresa mira ainda a chegada da Transnordestina. Foto: Divulgação

Tecnologia e inovação

O terminal contará com três câmaras frigoríficas reversíveis, cada uma com capacidade para mil posições pallet, o que significa um total de 3,6 milhões de quilos de armazenagem simultânea e até 43,2 milhões de quilos de capacidade estática anual.

Na armazenagem seca, serão 12.500 posições pallet, com capacidade estática de 115,2 milhões de quilos por ano. A estrutura inclui ainda tomadas plug-in para contêineres frigorificados (RFID), além de um pátio para cargas gerais com piso de alta resistência, preparado para operações de grande porte.

Outro destaque é o monitoramento remoto em tempo real das temperaturas, disponível também para clientes. “Toda a operação é controlada por sistemas de telemetria em tempo real, reforçada por softwares de ponta e pelo sistema WMS (Warehouse Management System), que garante rastreabilidade e transparência total aos clientes”, explicou Abreu.

Geração de empregos e expansão futura

A operação do terminal deve gerar 80 empregos diretos e cerca de 400 indiretos em sua fase inicial, com funcionamento 24 horas por dia, 7 dias por semana. E os planos não param por aí. O grupo já prevê a expansão da infraestrutura. “Após a entrega dessa primeira fase, passaremos a trabalhar na pavimentação de uma área de 54 mil m². Além disso, temos outra área de 101 mil m² pronta para ser ativada conforme a evolução da demanda”, adiantou o diretor-geral.

Leia mais:

Ultragaz e Supergasbras terão terminal de GLP de R$ 1,1 bi em Pecém
Dislub e PetroRecôncavo se unem para hub de combustíveis no Pecém

- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Notícias

- Publicidade -