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Oito termelétricas trazem R$ 3,4 bilhões em investimentos para Pilar, em Alagoas

Mercurio Partners investirá R$ 1,4 bi em usina a gás natural em Pilar, que se soma aos sete projetos da Origem Energia
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  1. Mercurio Partners investe R$ 1,4 bilhão em termelétrica a gás natural em Pilar até 2028.
  2. Usina termelétrica terá capacidade de 250 MW e gerará mais de mil empregos durante construção.
  3. Mercurio adquire 208 motogeradores espanhóis por aproximadamente R$ 590 milhões para a termelétrica.
  4. Pilar se consolida como hub energético com oito termelétricas, estocagem subterrânea de gás e petróleo.
  5. Mercurio negocia parcerias com fornecedores locais e possível compartilhamento de infraestrutura com Origem Energia.
Projeção de futura planta da Mercurio Partners em Pilar, Alagoas
Usina Termelétrica da Mercurio Partners em Pilar, Alagoas, deve entrar em operação no segundo semestre de 2028 e será movida a gás natural. Foto: Reprodução

O município de Pilar, região Metropolitana de Maceió, vai concentrar investimentos em escala bilionária pelos próximos anos com a construção de novas termelétricas. Além dos sete projetos da Origem Energia, a Mercurio Partners vai aportar R$ 1,4 bilhão para a construção de uma usina termelétrica (UTE) movida a gás natural, com previsão de início de operação em 2028.

O empreendimento foi vencedor do último Leilão de Reserva de Capacidade de Potência (LRCAP), realizado em março pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

A UTE da Mercurio Partners terá 250 MW de capacidade e o projeto já recebeu licença prévia ambiental do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA). O CEO do grupo, Alexandre Americano, disse ao Movimento Econômico que a previsão de iniciar a operação é no segundo semestre de 2028. “A UTE vai contribuir para a segurança energética do país e durante sua construção, deve gerar mais de mil empregos”, comentou.

No último dia 10 de julho, a Mercurio Partners assinou contrato com a empresa espanhola Guascor Energy para a aquisição de 208 motogeradores de 1,3 MW cada. A transação envolveu um investimento de 100 € milhões, em torno de R$ 590 milhões.

“A aquisição dos motogeradores da UTE Pilar reafirma nossa estratégia de crescer com a viabilização de projetos inovadores e rentáveis em nosso portfólio. A nossa capacidade de execução e excelência operacional têm garantido retornos consistentes nos ativos desenvolvidos pela Mercurio”, afirmou Americano.

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O CEO da companhia disse também que está em negociação com fornecedores locais para firmar parcerias para abastecer a termelétrica, não descartando uma possibilidade de compartilhamento de infraestrutura com a Origem Energia, que já explora gás natural no município e possui projeto em andamento para estocar gás natural e sua planta.

Alexandre Americano também disse que a Mercurio pretende ampliar sua operação na região Nordeste, com “projetos semelhantes à UTE de Pilar”.

Polo Pilar Origem Energia Alagoas
Unidade da Origem Energia, em Pilar, terá a primeira unidade do país de Estocagem subterrânea de Gás Natural e mantém exploração onshore de petróleo. Foto: Origem Energia

Petróleo e gás transformam Pilar em hub energético

Com oito projetos de termelétricas movidas a gás natural, o primeiro projeto do país para estocar o combustível de forma subterrânea e a exploração de petróleo, o município concentra hoje grandes investimentos e se posiciona de forma estratégica no mercado regional energético.

A Origem Energia foi outra vencedora do LRCAP com os projetos usinas Pilar e Pilar Nova, previstas para outubro de 2028, bem como os projetos Manguaba I, II, III, IV e V, com entrada em operação programada para agosto de 2029. Movidas a gás natural, as termelétricas somarão aproximadamente 320MW de capacidade instalada em 2028 e, 50MW adicionais em 2029. O cronograma da empresa prevê um investimento de R$ 2 bilhões até 2030 somente nestes novos empreendimentos.

Paralelo a isso, a companhia avança com o projeto de Estocagem Subterrânea de Gás Natural (ESGN), que será a primeira do Brasil e da América Latina.

Serão utilizados reservatórios depletados do próprio Campo de Pilar, com capacidade inicial de 106 milhões de m³/ano e expansão prevista até 500 milhões de m³/ano. O projeto exigiu a criação de um arcabouço regulatório inédito no Brasil, construído junto com ANPIMA e Ministério de Minas e Energia. A previsão é que o projeto fique disponível ao mercado no segundo semestre de 2026

Pilar também se tornou o maior campo extrator onshore de petróleo no Nordeste. A Origem Energia adquiriu o Polo Alagoas da Petrobras por US$ 300 milhões e cobre 420 km² de área de exploração e inclui quatro campos terrestres — Anambé, Arapaçu, Furado e Pilar — além do campo de Paru, em águas rasas, a Unidade de Processamento de Gás Natural de Alagoas (UPGN-AL), com capacidade de 1,8 milhão de m³/dia, e uma malha de 480 km de dutos.

Dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) de março deste ano apontam que os três maiores poços de Pilar, 7-PIR-272D-AL (680 barris/dia), 3-ORGM-2D-AL (625 barris/dia) e 3-ORGM-19D-AL (601 barris/dia), ocupam o 2º, 3º e 4º lugares no ranking nacional de poços terrestres, atrás apenas de Arara Azul, no Amazonas.

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