
A modernização do Porto de Maceió começou a ganhar forma com a entrega do novo trecho da orla marítima entre a Praia da Pajuçara e o bairro de Jaraguá, que ganhou um novo ponto turístico, a “Mão de Deus”, que se une à formalização da concessão do Terminal Marítimo de Passageiros (TMP), dando início a uma nova etapa de obras voltadas à recepção de cruzeiristas e à ampliação da capacidade operacional do complexo portuário. Até 2027, o porto da capital alagoana receberá R$ 150 milhões em investimentos, que deve posicionar o terminal de forma estratégica a nível regional.
No final de março, o consórcio Britto Macelog assinou, no Ministério dos Portos e Aeroportos, o contrato de arrendamento do Terminal Marítimo de Passageiros, estabelecendo assim a concessão pelo prazo de 25 anos para operação e organização dos serviços de embarque e desembarque de passageiros.
Serão investidos R$ 3,7 milhões para a modernização da estrutura, construção de estacionamento com 112 vagas e requalificação de mais de 3 mil metros quadrados de área. A obra vai permitir a ampliação da capacidade de recepção de passageiros, hoje limitada a 612 por dia. A ampliação também visa captar novas companhias marítimas e assim expandir rotas de cruzeiros.
Segundo o administrador do Porto de Maceió, Diogo Holanda, a assinatura do contrato do terminal representa um passo importante dentro de um conjunto mais amplo de intervenções previstas para os próximos anos.
“A assinatura do contrato estabelece um novo modelo de operação para o terminal de passageiros, com definição clara de responsabilidades e investimentos. É um passo importante para a estruturação dos serviços e para o funcionamento do porto”, afirmou.
Ele informou ao Movimento Econômico que o conjunto de obras previsto para o porto soma R$ 150 milhões em investimentos, dos quais R$ 30 milhões serão aplicados diretamente pela administração portuária. Já no bloco da iniciativa privada, estão previstos R$ 125 milhões para ampliação das atividades e requalificação de áreas estratégicas.

Maceió reforça posição no turismo de cruzeiros no Nordeste
A ampliação da estrutura de passageiros acompanha o momento de consolidação de Maceió como um dos principais polos do turismo marítimo da região. Atualmente, a capital alagoana divide com Salvador a liderança no turismo de cruzeiros no Nordeste, com as duas cidades se firmando como destinos centrais das operadoras que atuam na costa nordestina.
A temporada 2026/2027, prevista para iniciar em novembro, terão as duas capitais como rotas principais da MSC pelo Nordeste.
No conjunto turístico, o Porto em parceria com a Prefeitura de Maceió entregou, no início de abril, as obras do novo trecho da orla marítima que liga a Praia da Pajuçara ao bairro de Jaraguá, em um trecho pertencente ao Porto e que foi requalificado, recebendo, inclusive, novos pontos turísticos, como a “mão de Deus”.
A escultura de cinco metros se assemelha à escultura de Punta del Leste, no Uruguai, conhecida como Los Dedos. O espaço recebeu investimento de R$ 8,5 milhões e conta com pista de cooper, ciclovia, iluminação em LED, mirantes de contemplação e áreas de convivência.
Também foi construída uma contenção marítima de 200 metros. Conforme a Secretaria Municipal de Infraestrutura de Maceió (Seminfra), isso irá evitar a erosão da praia, além de gerar mais segurança para a população e o ecossistema.
Outra estratégia do projeto é o acesso direto à orla de Maceió pelos passageiros que desembarcam dos navios cruzeiros. A intenção é tornar mais prática e acessível a experiência de visitação dos turistas na capital.

Entregas antecedem bloco de obras estruturantes no Porto até 2027
Embora o terminal de passageiros e a nova orla concentrem as entregas mais visíveis até agora, o Porto de Maceió ainda deve avançar em um conjunto de obras de infraestrutura, operação portuária e modernização técnica.
No eixo de infraestrutura e obras físicas, estão previstas ainda obras de pavimentação e drenagem de todas as vias internas, revitalização completa de cinco armazéns, a construção do pátio de triagem logística e um novo prédio para o setor de operações (totalmente reformado).
Os investimentos anunciados também preveem melhorias no plano de proteção das instalações portuárias, aquisição de um guindaste portuário móvel e a implantação de shiploader, que pretende aumentar a eficiência na movimentação de granéis sólidos e possibilitem a ampliação do fluxo de navios.
Já na operação portuária e modernização técnica, Diogo Holanda informou que serão realizadas obras de substituição dos cabeços de amarração, implantação de novos sistemas de defensas, além de obras de dragagem de aprofundamento e de reforço estrutural para atracação.
“Também teremos obras nos terminais de armazenamento para implantar novos tanques de combustível e recuperar o terminal de granéis líquidos”, disse.
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