- Publicidade -

Sergipe quer apoio do Consórcio para ampliar exploração de gás e petróleo

Governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, destacou que investimentos em exploração de petróleo e gás precisam de apoio regional
- Publicidade -
Governador Fábio Mitidieri, de Sergipe
Governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, participou da posse do novo presidente do Consórcio Nordeste, em evento em Maceió. Foto: Thiago Sampaio

O petróleo e o gás natural serão pautas de destaque que Sergipe apresentará ao Consórcio Nordeste. O governador Fábio Mitidieri destacou que os investimentos previstos pela Petrobras no Projeto Sergipe Águas Profundas necessitam de apoio regional, o que vai demandar também investimentos no Porto de Sergipe e em infraestrutura no estado.

O governador de Sergipe participou da solenidade de posse do novo presidente do Consórcio Nordeste, o governador de Alagoas, Paulo Dantas, realizada em Maceió, nesta quinta-feira (05). Em entrevista ao Movimento Econômico, Fábio Mitidieri afirmou que a pauta de petróleo e gás é importante não só para Sergipe, mas para o restante do Nordeste, já que a partir de 2030 a Petrobrás iniciará o projeto Sergipe Águas Profundas 2 (SEAP 2), a primeira das duas plataformas previstas no projeto, que será um dos principais projetos do país.

O gestor destacou que a pauta necessita de apoio do governo Federal e do Consórcio Nordeste. “Sergipe hoje tem as maiores reservas de gás na América Latina e com a tomada de decisão da Petrobras de início à exploração a partir de 2030 e a licitação já concluída dos dois navios FPSPOs, a tendência de Sergipe é efetivamente um grande ganho de desenvolvimento, de investimentos na região e que vão demandar do governo federal e com o apoio da do nosso Consórcio Nordeste, investimentos que deem infraestrutura também”, afirmou.

O projeto SEAP 2, previsto para iniciar em 2030, vai operar jazidas de óleo leve nos campos de Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste, localizados a cerca de 80 quilômetros da costa sergipana. As áreas estão inseridas nas concessões BM-SEAL-4, BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10.

Para viabilizar o desenvolvimento do projeto, a Petrobras prevê a contratação de um FPSO (Floating Production, Storage and Offloading) com capacidade para produzir 120 mil barris de óleo por dia e processar 12 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente.

Porto de Sergipe
Terminal Marítimo Inácio Barbosa de Sergipe fica localizado em Barra dos Coqueiros. Foto: Arthuro Paganini

Porto de Sergipe precisa de investimentos federais, defende governador

Outro investimento importante neste processo de desenvolvimento da exploração de gás e petróleo em Sergipe envolve reestruturar o Porto de Sergipe, localizado na região Metropolitana de Aracaju, em Barra dos Coqueiros.

Segundo o governador Fábio Mitidieri, a atual estrutura não comportará um aumento na movimentação em decorrência da exploração petrolífera no estado, o que, segundo ele defendeu, requer investimentos do governo federal e da Petrobras. “Sergipe lutar por essas pautas é uma coisa, outra é o Nordeste abraçando, com a força do Consórcio Nordeste. Eu tenho certeza que, assim como outros estados que tem muito gás, aqui como Alagoas, que é um grande exemplo, podem se somar na nossa luta”, disse.

Atualmente, o Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB) é voltado tanto ao comércio de cargas quanto a operações de apoio offshore. A estrutura é conectada à BR-101 pela rodovia SE-226 e tem sido tratado como peça logística para ampliar importações, exportações e atrair novas operações para o estado.

Em termos de capacidade instalada, as informações oficiais apontam um terminal com infraestrutura de armazenagem e pátios robustos para o perfil de granéis: são sete armazéns com capacidade total de 55 mil toneladas, dois pátios de granéis com 90 mil toneladas, três silos com 60 mil toneladas, além de dois píeres — um para granéis (356 m) e outro para operação offshore (59 m).

Para dar conta de demandas futuras, o Governo de Sergipe contratou em agosto de 2025 um estudo técnico com a Fundação Getulio Vargas (FGV) para construir um diagnóstico da infraestrutura portuária e avaliar a expansão do TMIB, incluindo uma análise de viabilidade para implantação de um novo terminal portuário. O contrato prevê execução ao longo de 12 meses, com entregas em etapas, e o governo tem associado esse esforço ao fortalecimento da infraestrutura necessária para projetos estratégicos nos setores de óleo, gás e energia, com dimensionamento de ampliação e avaliação de alternativas logísticas.

Leia Mais: Dantas defende menos dependência dos EUA e união de estados no Consórcio NE

- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Notícias

- Publicidade -