
As exportações alagoanas se mantiveram em queda no mês de novembro, totalizando US$ 63,1 milhões, uma retração de 26,9% em comparação ao mesmo período de 2024, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Apesar do resultado, o estado apresentou diversificação entre os parceiros comerciais e o açúcar foi responsável por posicionar Alagoas como o quinto estado que mais exportou o produto no país no mês passado.
De acordo com o levantamento do Ministério do Desenvolvimento e Indústria, as importações cresceram 17,1%, somando US$ 100,3 milhões. Com isso, o saldo da balança comercial ficou negativo em US$ 37,2 milhões, mantendo o estado em posição deficitária.
A corrente de comércio, que é a soma das exportações e importações, alcançou US$ 163,4 milhões, com uma retração de 5% na comparação anual. No ranking nacional, Alagoas ocupou a 21ª posição entre os estados exportadores, com participação de 0,24% nas exportações totais do país.
Com 98% da pauta exportadora em novembro concentrada em açúcares e melaços, o setor sucroenergético segue como base da economia externa de Alagoas. Dos US$ 63,1 milhões exportados pelo estado no mês, US$ 61,8 milhões vieram da venda desses produtos.
Esse volume posicionou Alagoas como o quinto maior exportador nacional de açúcar no mês de novembro, ficando atrás de São Paulo (US$ 707,9 milhões), Minas Gerais (US$ 126,1 milhões), Paraná (US$ 70,4 milhões) e de uma origem não declarada.
Parceiros comerciais apontam nova configuração nas exportações
Nos últimos meses, Alagoas tem diversificado os parceiros comerciais para evitar depender tanto das exportações aos Estados Unidos, que ainda mantém as tarifas sobre o açúcar brasileiro e o principal produto comprado de Alagoas.
Se em outubro as exportações para os Estados Unidos apresentaram queda de 98%, novembro já demonstrou recuperação, já que o país norte-americano foi responsável por 10,2% do total exportado no período. Canadá, Síria, Geórgia e Argélia compõe os principais destinos das exportações alagoanas em novembro. O Canadá absorveu sozinho 31,6% de tudo que Alagoas exportou no mês, seguido por Síria (14%), Geórgia (11,8%) e a Argélia (11,8%).
Juntos, responderam por cerca de 79% da pauta do estado no mês. O destaque é para a presença expressiva de países do Oriente Médio, Ásia e África, o que indica uma reconfiguração nas rotas comerciais e uma abertura para mercados menos tradicionais.
A concentração em poucos produtos, no entanto, mantém o desafio de diversificação da pauta, que ainda depende fortemente do açúcar e, em menor escala, da mineração.

Outubro já havia registrado retração nas exportações
Em outubro, os números também já apontavam para um cenário de retração. As exportações alagoanas fecharam em US$ 53,5 milhões, uma queda de 35% na comparação com outubro de 2024. Mesmo com o recuo, Alagoas conseguiu ampliar a presença em mercados considerados não tradicionais para sua pauta, como Singapura, Geórgia e Canadá. Juntos, esses três países representaram mais de 97% das vendas externas naquele mês.
Por outro lado, as importações aumentaram 18,7% em outubro, atingindo US$ 110,6 milhões. O saldo da balança comercial foi negativo em US$ 57,1 milhões e a corrente de comércio fechou em US$ 164,2 milhões, queda de 6,5% em relação ao ano anterior.
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