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Alagoas recebe R$ 510 milhões para recuperação e duplicação de rodovias

Investimentos contemplam a modernização da BR-316 e a duplicação da BR-104, com impactos diretos na logística e no escoamento da produção de Alagoas
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BR 316 Alagoas
Rodovias BR-104 e 316 receberão mais de meio bilhão para obras de duplicação e melhorias em Alagoas. Foto: Thiago Sampaio

O Ministério dos Transportes anunciou dois novos investimentos para a malha rodoviária de Alagoas, reforçando o pacote de obras federais no estado. Um total de R$ 510 milhões será destinado à melhoria de duas importantes rodovias: a BR-316, que terá 158 km recuperados entre Canapi e Palmeira dos Índios, e a BR-104, que passará por duplicação em um trecho de 12,7 km entre Branquinha e União dos Palmares.

A ordem de serviço para a BR-316 foi assinada nesta segunda-feira (6), garantindo o início das obras de recuperação. Já na BR-104, o edital para duplicação foi publicado, com valor estimado em R$ 297 milhões e início das obras previsto ainda em 2025. Juntas, as intervenções devem melhorar a mobilidade, reduzir o custo logístico e impulsionar o escoamento da produção agrícola e industrial no interior alagoano.

Considerada um eixo estruturante, a BR-316 cruza o agreste alagoano e beneficia diretamente cidades como Santana do Ipanema, Dois Riachos, Cacimbinhas, Estrela de Alagoas e Palmeira dos Índios. A recuperação da rodovia promete maior segurança no tráfego e mais eficiência no transporte de cargas, com impacto direto no agronegócio e turismo regional.

Além de conectar o agreste alagoano ao Norte e ao Nordeste, a BR-316 é vista como uma das principais rotas de escoamento da produção agrícola e industrial no estado. A requalificação da via, que terá 158 quilômetros modernizados, deve contribuir para a redução de custos logísticos e para o aumento da segurança no transporte de cargas e de passageiros. O investimento de R$ 213 milhões foi autorizado em solenidade nesta segunda-feira (6), com previsão de início imediato das obras.

De acordo com o superintendente do DNIT, André Paz, o trecho da BR-316 entre os municípios de Palmeira dos Índios a Canapi é um dos que mais precisam de reparos.

 “Com as obras do Revitaliza BR, Alagoas voltará a retomar primeiro lugar em rodovias de melhor qualidade no país”, assegurou o superintendente do DNIT.

Cidades fora do eixo metropolitano, como Canapi, Santana do Ipanema, Estrela de Alagoas, Dois Riachos, Cacimbinhas e Palmeira dos Índios, serão diretamente impactadas. A expectativa do Ministério dos Transportes é que a intervenção melhore a fluidez do tráfego e fomente o desenvolvimento econômico regional, além de aproximar centros urbanos e reforçar a integração logística.

Assinatura obra na BR-316
Rodovia BR-316 vai passar por obras de melhorias e melhorar tráfego em municípios do Agreste e sertão de Alagoas. Foto: Edvan Ferreira/ Agencia Alagoas

Duplicação de BR -104 vai facilitar conexão de Alagoas a outros estados

Já a duplicação da BR-104, cuja licitação foi publicada na semana passada, abrange um trecho de 12,7 km entre Branquinha e União dos Palmares. O valor total da contratação é de R$ 297 milhões e a sessão pública para abertura das propostas está marcada para 10 de novembro. A previsão é que as obras tenham início ainda em 2025.

A BR-104 é considerada um dos principais eixos de integração regional no Norte de Alagoas, com ligação direta entre Maceió, Murici, União dos Palmares e os estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. O trecho a ser duplicado apresenta fluxo médio de seis mil veículos por mês e é essencial para o deslocamento diário entre municípios e o transporte de mercadorias.

Segundo o Ministério dos Transportes, a duplicação vai reduzir o tempo de deslocamento, aumentar a segurança e aliviar a pressão sobre outras rodovias da região, como a BR-101. A expectativa é que a obra traga efeitos indiretos no turismo, no agronegócio e na mobilidade urbana.

As novas obras se somam a outras ações do Governo Federal em Alagoas. De acordo com o Ministério, desde o início de 2024 o estado zerou o número de rodovias federais classificadas como “em péssimas condições” — e os investimentos seguem como parte de uma estratégia de longo prazo para requalificar os corredores logísticos do Nordeste.

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