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Marisqueiras de Maceió terão R$ 500 mil e projeto de biofábrica

Recursos serão destinados à ampliação de ações da cooperativa de marisqueiras que atua na Lagoa Mundaú
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Primeira dama Janja em Alagoas encontro com marisqueiras
Comitiva liderada pela primeira dama Janja Lula visitou marisqueiras no bairro do Vergel do Lago em Maceió. Foto: Claudio Kbene

Durante visita nesta quarta-feira (13) à Maceió da primeira-dama Janja Lula da Silva, acompanhada do ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, e da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, o ministro dos Transportes, Renan Filho afirmou que o governo federal vai repassar R$ 500 mil para a Cooperativa de Marisqueiras que atua na Lagoa Mundaú, em Maceió. A medida, desenvolvida em parceria com o Ministério das Mulheres, tem o objetivo de ampliar o número de associadas e reforçar o trabalho já desenvolvido pela entidade.

Segundo o ministro, a decisão foi tomada após a realização de oito plenárias com pescadores e pescadoras artesanais, que apresentaram demandas e propostas para o fortalecimento da categoria. “Estamos realizando uma transferência de recursos este ano, em parceria com o Ministério das Mulheres, no valor de R$ 500 mil. Esses recursos vão auxiliar a cooperativa a ampliar suas ações”, afirmou Renan Filho.

No local, foi apresentado o projeto de aproveitamento de resíduos de mariscos, além da entrega de computadores para famílias beneficiadas, como parte de um programa do Ministério das Comunicações. “Em Pernambuco e Alagoas, todas as colônias de pesca terão acesso aos equipamentos, permitindo um atendimento mais eficiente aos pescadores”, acrescentou Renan.

A Lagoa do Mundaú é um dos principais ecossistemas de Alagoas e sustenta, há gerações, a atividade de pesca e mariscagem artesanal. As marisqueiras desempenham papel fundamental nesse cenário, coletando sururu, mariscos, ostras e outros moluscos que abastecem mercados e restaurantes da capital e de cidades vizinhas. Além de ser fonte de renda, a atividade preserva tradições culturais e contribui para a segurança alimentar da população.

Nos últimos anos, a região enfrentou desafios como a poluição, a redução do volume de pescado e as consequências do afundamento de solo em áreas próximas à lagoa. Por isso, investimentos em infraestrutura, capacitação e fortalecimento das cooperativas são considerados estratégicos para garantir a continuidade e a sustentabilidade da atividade.

A Coopmaris, formada por mulheres que atuam diretamente na extração e beneficiamento de mariscos, desenvolve projetos de geração de renda e valorização do trabalho feminino, além de ações de preservação ambiental. O repasse anunciado pelo Governo Federal deve permitir a compra de equipamentos, a ampliação das atividades de beneficiamento e o fortalecimento das práticas de associativismo e cooperativismo.

Visita a Recife incluiu diálogo com marisqueiras e projeto de biofábrica

Antes de chegar a Maceió, a comitiva esteve em Itapissuma, na Região Metropolitana do Recife, para conhecer iniciativas de sustentabilidade, associativismo e cooperativismo lideradas por mulheres marisqueiras. A agenda começou na Colônia de Pesca Z10, onde Janja e os ministros conversaram com trabalhadoras e lideranças políticas, seguida de almoço no polo gastronômico da cidade, com a tradicional caldeirada local.

visita Janja e Anielle á marisqueiras de Recife
Comitiva esteve em Pernambuco na cidade de Itapissuma, região Metropolitana de Recife, onde dialogou com pescadores. Foto: Claudio Kbene

Durante o encontro, a primeira-dama destacou a importância de ouvir as demandas das mulheres para levá-las à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), que será realizada entre 10 e 21 de novembro, em Belém. “Hoje aqui, o foco, o assunto são as mulheres. […] Eu vim aqui para poder conversar e ouvir delas e poder levar para a COP30 as falas e as demandas delas”, afirmou Janja.

Na ocasião, também foi apresentado o projeto “Biofábrica – Sustentabilidade e Valorização da Cadeia de Ostras e Mariscos no Nordeste”, desenvolvido em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo (IFES). A proposta prevê o aproveitamento de resíduos de mariscos e ostras para a produção de fertilizantes e medicamentos, gerando receita extra para as marisqueiras e reduzindo impactos ambientais. “Aquilo que era lixo, que trazia problemas ambientais e de saúde, agora é receita. Isso é uma experiência pioneira e vai pagar pelo resto da ostra e do marisco”, explicou o ministro André de Paula.

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