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Agroindústria alagoana transforma coco em produtos “chiques” para fitness

Situada em Penedo, empresa processa 20 toneladas de coco por mês e vende para diversos estados
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Empresa Coco Chique vende produtos para diversos estados
Lascas de coco desidratadas produzidas em Penedo ganham o mercado do segmento fit em diversas partes do país. Foto: Divulgação

Instalada em Penedo, no Baixo São Francisco, a agroindústria Coco Chique tem se destacado no segmento de food service, com fornecimento lascas de coco desidratadas para diversos estados do país. A empresa apostou em melhorar equipamentos para ampliar as vendas de outros legumes e raízes desidratadas

Fundada pela empreendedora Andresa Masetto, a empresa já comercializa sua produção para estados como Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco. Atualmente, a agroindústria processa 20 toneladas de coco por mês, que atende a um segmento em alta, o de comidas fit.  

Natural de Gravataí (RS), Andresa Masetto chegou a Alagoas ao lado do marido em busca de um local estratégico para trabalhar com o beneficiamento do coco. Foi em Penedo que o casal encontrou as condições ideais para implantar o novo empreendimento, hoje batizado de Coco Chique.

“Penedo acabou nos conquistando por diversos fatores, mas o principal deles foi sua localização privilegiada para quem trabalha com o coco. A região é propícia para a aquisição de matéria-prima tanto do estado de Alagoas quanto de Sergipe”, destaca a empresária.

A expansão da empresa teve apoio do Banco do Nordeste, por meio da linha FNE MPE Agroindústria. Com os recursos, Andresa adquiriu um conjunto de equipamentos composto por uma laminadora e um tanque de fritura industrial, que ampliaram a capacidade de produção e permitiram a diversificação de itens beneficiados, como chips de banana, batata-doce, batata inglesa, inhame e macaxeira.

“Buscamos o Banco do Nordeste por ser uma referência na região quando se fala em investimento e apoio ao empreendedor, que prontamente viabilizou a compra do equipamento. Vemos o banco como um parceiro estratégico para que possamos avançar, crescer e ajudar no desenvolvimento econômico da região do Baixo São Francisco”, afirma Andresa.

Produtos Coco Chique Alagoas
Produtos feitos com coco em Penedo são vendidos em mercados e empórios especializados em alimentos saudáveis. Foto: Divulgação

De acordo com o gerente da agência do Banco do Nordeste (BNB) situada em Penedo, Luciandre Fernandes, a linha contratada é fundamental para estimular inovação e produtividade. “O FNE MPE Agroindústria é importante para elevar o faturamento das empresas, por meio de artifícios que ocasionam no aumento de produtividade e, consequentemente, na obtenção de novos clientes e parceiros”, explica.

Investimentos crescem para coco e outras frutas em Alagoas

Segundo dados do Banco do Nordeste, os financiamentos para agroindústrias de frutas em Alagoas somaram cerca de R$ 4 milhões em 2024, crescimento de 87% em relação ao ano anterior. Até junho de 2025, os aportes já somam R$ 1,5 milhão, mostrando a continuidade do apoio ao segmento.

“O crédito para agroindústrias que beneficiam frutas contribui diretamente para a diversificação da economia alagoana. Temos um grande potencial para a fruticultura e, por meio do beneficiamento, podemos agregar valor ao produto e desenvolver novas atividades que geram emprego e renda”, destaca o superintendente estadual do BNB em Alagoas, Sidnei Reis.

O banco atua com foco em micro e pequenas empresas, atendidas por linhas como o FNE MPE Agroindústria, com juros acessíveis e prazos estendidos. Grande parte das agroindústrias apoiadas estão localizadas em cidades como Arapiraca, Penedo, São Miguel dos Campos e Palmeira dos Índios.

Para Andresa, o futuro da Coco Chique está baseado no crescimento orgânico e sustentável. “Prevemos um crescimento orgânico, sustentado numa base de clientes leais, sustentabilidade, desenvolvimento de novos produtos e melhoria contínua da eficiência operacional. Dessa forma, continuar com o apoio do banco é fundamental”, reforça.

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