
O Porto do Pecém encerrou 2025 com desempenho histórico, consolidando-se como um dos principais hubs logísticos do país. Ao longo do ano, foram movimentadas 20.961.514 toneladas, crescimento de 7% frente a 2024. O destaque foi a operação de contêineres, que atingiu 706.509 TEUs — avanço de 27% em relação ao recorde anterior, de 555.409 TEUs.
As operações de longo curso (rotas internacionais) também apresentaram expansão relevante, totalizando 9,6 milhões de toneladas, alta de 19% na comparação anual. Nos desembarques, os principais produtos foram combustíveis minerais (3.018.554 t), ferro fundido (707.825 t) e minérios (451.422 t). Já nos embarques, destacaram-se ferro fundido (2.531.592 t), minérios (590.353 t), sal (204.191 t) e frutas (190.646 t).
De acordo com o presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino, os resultados refletem uma estratégia consistente de expansão e ganhos de eficiência operacional. O recorde na movimentação de contêineres e o crescimento no longo curso, segundo ele, são resultado de investimentos contínuos, abertura de novas rotas e fortalecimento da competitividade no cenário nacional e internacional.
Embarques e desembarques
Nos embarques, o porto movimentou 7,8 milhões de toneladas, alta de 11,12% em relação ao ano anterior. Entre os principais produtos exportados estiveram sal (736.911 t), ferro fundido (508.734 t), plásticos e suas obras (271.522 t) e produtos químicos orgânicos (221.566 t).
Os desembarques somaram 12,7 milhões de toneladas, avanço de 4,84% frente a 2024. Os destaques foram minérios (3.894.627 t), cereais (455.137 t), combustíveis minerais (369.198 t) e produtos químicos orgânicos (286.845 t).
A movimentação de frutas cresceu 14% na comparação anual, com ênfase para melões, melancias e mamões frescos, que registraram alta de 27%, reforçando o papel do porto no escoamento do agronegócio exportador.
Novos projetos e expansão no Pecém
O Complexo do Pecém mantém uma carteira robusta de investimentos para os próximos anos. Entre os principais projetos está o Terminal de Tancagem, com aporte estimado em R$ 600 milhões, em obras há um ano e com início de operação previsto para 2027.
O terminal da Transnordestina contará com investimento de R$ 1,3 bilhão e previsão de início em 2028, com expectativa de movimentar 6 milhões de toneladas já no primeiro ano. O Terminal de Gás do Nordeste, com investimento estimado em R$ 1 bilhão, deve entrar em operação a partir de 2030, com capacidade de 500 mil toneladas anuais.
Na área da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), está previsto o projeto de Data Centers, com investimento estimado em R$ 66 bilhões na primeira fase, atualmente em construção e com operação prevista para 2028. Outro destaque é o Hub de Hidrogênio Verde, com investimento total estimado em R$ 30 bilhões, cuja implantação deve ocorrer a partir de 2027 e início das operações previsto para 2029.
Com esse conjunto de resultados e projetos estruturantes, o Porto do Pecém projeta ampliar capacidade, atrair novas rotas e sustentar o crescimento de forma estruturada ao longo de 2026.
Exportação de rochas
O Porto do Pecém fecha 2025 consolidado entre os principais hubs brasileiros de exportação de rochas ornamentais. Até outubro, o terminal movimentou 77,48 mil toneladas e projeta alcançar 90 mil toneladas até dezembro — o maior volume anual já registrado. O desempenho impulsiona a cadeia mineral do Ceará e amplia a inserção do estado no comércio internacional.
O marco mais recente ocorreu com a atracação do navio Larch Arrow, que embarcou as últimas 9 mil toneladas de blocos extraídos no Nordeste, configurando a maior operação de exportação cearense da última década. Para efeito de comparação, em 2018 o porto movimentou 24,2 mil toneladas. O recorde anterior havia sido registrado em 2022, com 68,3 mil toneladas.
Segundo Max Quintino, presidente do Complexo do Pecém, o terminal evoluiu de embarques trimestrais para um fluxo mensal contínuo, sustentando o crescimento de projetos minerais em diferentes estados da região. A capacidade de operar blocos de até 40 toneladas e embarcar mais de 5 mil toneladas por dia consolidou o porto como plataforma estratégica para o setor. Para a administração, 2025 marca um ano histórico e inaugura uma nova etapa de expansão, com foco também no mercado chinês.
Atualmente, a Itália responde por 55% das exportações de rochas, seguida por China, Estados Unidos, Turquia e México. Com o avanço do desempenho e a perspectiva de ampliar presença em mercados estratégicos, como o Oriente Médio, o Porto do Pecém reforça seu papel logístico e sua contribuição para o fortalecimento da indústria mineral cearense.
As operações são conduzidas pela Tecer Terminais, empresa responsável por parte dos serviços operacionais do porto. De acordo com o diretor comercial Carlos Alberto Nunes, os resultados refletem investimentos e adaptação operacional para atender às especificidades desse tipo de carga. A expectativa é de manutenção do ritmo de crescimento ao longo da próxima década.
Veja também:
Vibra conclui expansão em Suape e reforça segurança energética do NE










