
O complexo de Suape deu um passo decisivo para consolidar sua posição como o principal nó logístico de combustíveis do Nordeste. A Vibra finalizou o projeto de ampliação de sua base em Pernambuco, elevando o terminal a um novo patamar de relevância operacional. Com investimento de R$ 100 milhões, a unidade — operada em sistema de pool compartilhado com Raízen e Ipiranga — expandiu sua capacidade de armazenamento de 142.542 m³ para 247.996 m³.
A reestruturação transforma a planta em um dos ativos mais robustos da distribuidora em tancagem, servindo como ponto de recepção e redistribuição para diesel, gasolina, etanol e querosene de aviação (QAV). Segundo a empresa, o movimento é estratégico e visa otimizar o fluxo de produtos que chegam via modal marítimo, garantindo um abastecimento contínuo e eficiente para os estados da região.
A nova configuração da base tem seis tanques flexíveis de 14.000 m³ cada (destinados a etanol anidro ou gasolina), além de tanques dedicados ao diesel S10 e querosene de aviação.
No pátio de expedição, foram instaladas três novas plataformas de carregamento bottom — sistema que prioriza a agilidade e a segurança operacional —, totalizando agora dez ilhas de carregamento.
Para suportar o aumento da movimentação, a infraestrutura recebeu uma subestação de energia elétrica modular e um sistema de combate a incêndio totalmente autônomo, com reserva de 10.000 m³ de água e motores dedicados.
“A ampliação da base representa um marco na nossa jornada de aprimoramento logístico. O projeto elevou significativamente a capacidade de movimentação de produtos, com destaque para os biocombustíveis, tornando a unidade um hub estratégico da Vibra no Nordeste. Trata-se de uma entrega desafiadora, realizada com alto padrão técnico e de segurança”, afirma Daniel Drumond, vice-presidente executivo de Operações da Vibra.
Eficiência compartilhada entre gigantes
O modelo de operação conjunta com Ipiranga e Raízen é um dos diferenciais de Suape, permitindo ganhos de escala e otimização de custos para as principais players do setor. É o que destaca Sebastião Furquim, Vice-presidente de Operações da Ipiranga.
“Como uma das empresas que se beneficiam da operação compartilhada do pool, contribuímos para o desenvolvimento da região acompanhando a evolução da demanda por combustíveis e biocombustíveis de nossos clientes”, acrescenta.
De acordo com o diretor de Operações da Raízen, Leandro Silva, a ampliação é essencial para sustentar o avanço da marca no mercado regional. “Esta ampliação permite potencializar ganhos operacionais e elevar a confiabilidade no abastecimento, garantindo assim um nível de serviço de excelência aos clientes da Raízen na região”, ressalta.
Cabotagem e redução de emissões em Suape
A nova envergadura da base no Complexo de Suape é peça-chave para a estratégia de descarbonização da Vibra. Ao ampliar o recebimento de combustíveis por navios na rota Sul/Sudeste – Nordeste, a empresa substitui milhares de viagens de caminhões de longa distância por transporte marítimo, reduzindo as emissões de CO_2.
Em 2025, a operação de cabotagem da companhia já havia alcançado a marca de 76,7 milhões de litros de biodiesel transportados entre Rio Grande (RS) e Suape (PE). Para 2026, a perspectiva é de um crescimento de pelo menos 10% nesse volume, impulsionado pelo aumento da mistura obrigatória de biodiesel (B100).
“Essa ampliação reforça a importância da cabotagem para a segurança energética e a eficiência do suprimento no Nordeste. O aumento da tancagem prepara a companhia para um novo ciclo de crescimento, com redução de impactos ambientais”, conclui Daniel Drumond.
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