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CNI critica PEC do fim da escala 6×1 e pede debate técnico no Senado

CNI diz que o texto aprovado pela Câmara não está alinhado à realidade econômica do país nem aos interesses de trabalhadores e empresas
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~2:26
  1. CNI classifica PEC do fim da escala 6x1 como inadequada e inoportuna para economia brasileira
  2. Confederação projeta impactos entre 6% e 9% em custos operacionais de diferentes segmentos econômicos
  3. Regra uniforme desconsidera particularidades setoriais e afeta principalmente micro e pequenas empresas
  4. CNI pede ao Senado debate técnico aprofundado longe das pressões do calendário eleitoral
  5. Setor produtivo busca transição gradual e solução sustentável alinhada à realidade econômica
Ricardo Alban
Presidente da CNI, Ricardo Alban/Foto: divulgação

A aprovação, pela Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e altera a escala 6×1 provocou reação imediata do setor industrial brasileiro. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou o texto como “inadequado e inoportuno” e defendeu que a discussão avance no Senado com maior profundidade técnica e fora das pressões do calendário eleitoral.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (28), a entidade afirmou que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam considerar os impactos sobre emprego, produtividade, competitividade e inflação. Segundo a CNI, uma eventual redução da jornada sem transição gradual e sem aumento proporcional de produtividade poderá elevar custos operacionais e pressionar preços ao consumidor.

A entidade cita projeções internas que apontam impactos entre 6% e 9% em diferentes segmentos da economia, com reflexos especialmente nos setores de alimentos, serviços e vestuário. Para a indústria, a adoção de uma regra uniforme para todas as atividades econômicas desconsidera as particularidades de cada setor produtivo e pode afetar principalmente micro e pequenas empresas.

Representantes da CNI visitam Alcolumbre

Antes mesmo da votação da proposta na Câmara, representantes da CNI, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e de entidades empresariais se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para defender uma avaliação “equilibrada e responsável” da matéria. Os empresários solicitaram mais prazo para discussão e previsibilidade na eventual transição das novas regras trabalhistas.

Durante o encontro, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o objetivo do setor produtivo não é barrar o debate, mas construir uma solução considerada sustentável para a economia brasileira. Segundo ele, o texto aprovado pela Câmara não estaria alinhado à realidade econômica do país nem aos interesses de trabalhadores, consumidores e empresas.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou força nos últimos meses em meio às pressões por melhores condições de trabalho e equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Por outro lado, representantes do setor produtivo alertam para possíveis impactos sobre custos, geração de empregos e competitividade da indústria brasileira, especialmente em segmentos intensivos em mão de obra.

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