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Pacatuba busca novo investidor após saída da Heineken do CE para PE

Prefeitura diz que foi informada com apenas uma semana de antecedência e tenta mitigar impactos econômicos enquanto busca novos investidores para ocupar a área industrial em Pacatuba
Bruno Brandão
Bruno Brandão
De Fortaleza
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Encerramento das atividades afeta cadeia produtiva local, fornecedores e comércio de Pacatuba - Foto: Fábio Rezende/Divulgação
Encerramento das atividades afeta cadeia produtiva local, fornecedores e comércio de Pacatuba, município com cerca de 80 habitantes. Foto: Fábio Rezende/Divulgação

A Prefeitura de Pacatuba, Região Metropolitana de Fortaleza, iniciou uma mobilização para reduzir os efeitos econômicos da saída da Heineken e, ao mesmo tempo, acelerar a atração de um novo empreendimento para ocupar o espaço deixado pela cervejaria. A saída da Heineken de Pacatuba ocorre no contexto da estratégia nacional da multinacional de centralizar a produção no Nordeste em sua fábrica de Igarassu (PE), que recebeu R$ 1,2 bilhão em investimentos e criou 130 novas vagas permanentes após sua ampliação.

Em entrevista, o secretário de Desenvolvimento Econômico, João José Pinto, detalhou as ações adotadas pela gestão municipal após a confirmação do fechamento da fábrica, que mantinha cerca de 250 empregos diretos e aproximadamente 1.000 indiretos, sendo considerada uma das principais geradoras de atividade econômica do município. Segundo o secretário, a Prefeitura foi comunicada da decisão apenas uma semana antes do encerramento total da produção. 

A notificação ocorreu quando a decisão já estava tomada pela companhia. Diante da iminência do fechamento, a prefeita Larissa Camurça (UNIÃO) viajou a São Paulo para tentar reverter a saída diretamente com a diretoria da empresa. Apesar do esforço, a tentativa não surtiu efeito, e a multinacional manteve o plano de concentrar sua produção em Igarassu.

“Estamos lidando com um impacto econômico imediato relevante, especialmente pela redução de postos de trabalho e pelo efeito indireto sobre fornecedores e prestadores de serviços locais. Ao retornar está conversando juntamente com o Governo do Estado para buscar alternativas que possam reverter a decisão tomada pela empresa sobre o encerramento das atividades.”, afirmou o secretário. Ele reforça que, mesmo após o fechamento, a Prefeitura segue em diálogo com a Heineken para tentar mitigar danos socioeconômicos e avaliar alternativas que possam reduzir prejuízos para a cidade.

Em resposta sobre a mudança, o grupo Heineken informou que irá permanecer no Ceará com a operação logística, distribuição e presença comercial. “O Ceará segue sendo um mercado consumidor importante no Nordeste e continuaremos atuando para atender clientes, consumidores e parceiros locais”, informou.

Unidade de Igarassu recebeu R$ 1,2 bilhão e 130 novas vagas permanentes, tornando-se o novo polo produtivo da Heineken no Nordeste - Foto: Divulgação
Unidade de Igarassu recebeu R$ 1,2 bilhão e 130 novas vagas permanentes, tornando-se o novo polo produtivo da Heineken no Nordeste – Foto: Divulgação

Atração de novos investidores para Pacatuba

Paralelamente, Pacatuba já iniciou a prospecção ativa de novos investidores para ocupar o espaço industrial da multinacional. O objetivo, segundo o secretário, é evitar a ociosidade da área e garantir a continuidade da geração de renda e empregos. A administração municipal está em contato com órgãos de fomento e potenciais parceiros privados para acelerar a reativação econômica do local. “Estamos trabalhando para que o terreno continue produtivo e receba uma nova empresa o quanto antes”, disse.

Para fortalecer esse processo, a Prefeitura também intensifica medidas voltadas a tornar o município mais atrativo para grandes indústrias. Entre as iniciativas estão melhorias de infraestrutura, revisão de incentivos fiscais, aprimoramento do ambiente regulatório e ações de promoção ativa de Pacatuba junto a investidores. A estratégia busca reposicionar o município no mapa industrial da Região Metropolitana de Fortaleza.

“O objetivo é garantir que a área continue sendo utilizada de forma produtiva, atraindo empreendimentos capazes de gerar emprego e renda para a população”, destaca.

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