
As obras da termelétrica Monte Fuji, no Complexo Industrial de Suape, vão ser iniciadas em outubro próximo. O empreendimento foi um dos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) 2026, mas foi inabilitado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A empresa recorreu e, na semana passada, conseguiu a habilitação, o que significa que a energia a ser produzida já tem um contrato de venda a longo prazo. O empreendimento terá uma potência instalada de 299 megawatts (MW) e vai demandar investimento de R$ 1,2 bilhão.
A primeira etapa das obras será a terraplenagem, de acordo com o presidente do grupo Ebrasil, Dionon Cantareli. A desabilitaçao ocorreu por uma questão burocrática. E o argumento da empresa para conseguir a habilitação foi que “a empresa consorciada que tem 1% é controlada integralmente controlada pela Ebrasil que tem 99% do consórcio e tem patrimônio líquido mais de duas vezes o suficiente” do que o exigido no edital do LRCAP 2026 que ocorreu em março último.
Movida a gás natural, a previsão é que a termelétrica Monte Fuji esteja pronta para fornecer energia no dia 1º de outubro de 2028. O grupo Ebrasil possui atualmente 630 MW de potência instalada nas empresas Epasa, em João Pessoa, e Epesa, em Pernambuco, com as térmicas Pau Ferro I e Termomanaus.
Além da UTE Monte Fuji, a companhia está implantando outras três usinas na Paraíba, que juntas vão acrescentar uma potência de 740 MW. Quando todas estiverem funcionando, o grupo terá oito usinas térmicas.
Os leilões do setor elétrico e a implantação de novos empreendimentos
Geralmente, no setor elétrico, as empresas concorrem ao leilão – realizado pelo governo federal – com um projeto do empreendimento. Os vencedores da concorrência ganham contratos de longo prazo para fornecer a energia que vai produzir depois de implantado. Vencer o leilão contribui para a instalação de novos empreendimentos, porque garante a compra da energia a ser gerada por um período de longo prazo.
Os empreendimentos que venceram o LRCAP 2026 vão funcionar como uma reserva, entrando em operação, quando for necessário ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que leva energia a 99% dos brasileiros. Isso deve ocorrer principalmente nos picos de consumo, como final da tarde, quando diminui a geração de energia solar fotovoltaica no País inteiro. No LRCAP 2026 foi contratada a potência, que indica o que o empreendimento pode gerar de energia. Quando entrar em funcionamento, as geradoras vão produzir a quantidade de energia determinada pelo Operado Nacional do Sistema (ONS).
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