
A Usina União e Indústria vai construir uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), em Amaraji, com capacidade instalada para gerar 8,85 megawatts (MW). Em Pernambuco, a empresa foi a única vencedora do leilão realizado pelo governo federal, na semana passada, que contratou energia de 65 empreendimentos. Para implantar a geradora, será realizado um investimento de R$ 104 milhões, segundo informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
No setor elétrico, geralmente, as empresas contratam a venda da energia num leilão e depois constroem o empreendimento para entregar a energia dentro do prazo estabelecido, que neste caso, é 1º de janeiro de 2030. A energia a ser comercializada pelo empreendimento será vendida por 20 anos, segundo as regras do leilão realizado.
“A nossa expectativa é de que as obras comecem em 2027 e a intenção é contratar o máximo de fornecedores locais”, afirma o executivo do projeto da PCH, André Meirelles, acrescentando que só serão contratados fora do Nordeste os serviços que tenham um know how que não sejam encontrados na região.
Geradora da hidrelétrica ficará na usina
A obra vai durar de 12 a 18 meses. A geradora será construída dentro das terras da usina e vai ter uma barragem.
Com sede em Primavera, a União e Indústria já tem duas Centrais Gerais Hidrelétricas (CGHs) dentro da sua área: a Mariquita, localizada em Amaraji, e a Pé de Serra, em Escada, que estão produzindo energia vendida no mercado livre ou em contratos específicos. As CGHs são pequenos aproveitamentos hidrelétricos, enquanto as PCHs podem variar com uma potência instalada de 5MW a 49MW. Depois desse montante, é considerada Usina Hidrelétrica (UHE).
A União e Indústria atua no setor há 130 anos, emprega 3,5 mil trabalhadores durante a safra da cana-de-açúcar que começa agora em setembro. A previsão da empresa é processar 1 milhão de toneladas da planta nesta moagem.
Mais hidrelétricas e PCHs do leilão
Entre os 65 empreendimentos de geração contratados no leilão, somente dois estão no Nordeste. Fora a PCH de Amaraji, a outra é a PCH Santa Luzia, na Bahia, que já está construída e tem a capacidade instalada de 17 MW de geração. Por isso, não consta investimento para o empreendimento baiano no documento liberado pela Câmara de Comercialização de Energia (CCEE).
Todos os empreendimentos vencedores do leilão são de fonte hidrelétrica. Das 65 novas usinas, 55 são Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), oito centrais geradoras hidrelétricas (CGHs) e duas usinas hidrelétricas.
Os Estados que mais aprovaram empreendimentos são os de Santa Catarina com mais de 20 PCHs e três CGHs. O Rio Grande do Sul é o único que vai receber duas UHE, usinas maiores. Todos os empreendimentos vão gerar um investimento de R$ 5 bilhões e têm que estar produzindo e conectados à rede elétrica até 1º de janeiro de 2030.
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