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Nova usina solar reduzirá custos de energia da Compesa

O empreendimento da Compesa vai demandar um investimento de R$ 268 milhões e a sua construção deve gerar cerca de dois mil empregos, sendo 800 diretos e 1.200 indiretos
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A Usina Solar é uma Parceria Público-Privada (PPP) entre a Compesa, a Kroma Energia e Elétron Energy. Foto: Divulgação

Foi lançada a pedra fundamental do Complexo Solar Colinas, em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. O empreendimento vai demandar um investimento de R$ 268 milhões e a sua construção deve gerar cerca de dois mil empregos, sendo 800 diretos e 1.200 indiretos. A geradora está sendo implantada numa Parceria Público-Privada (PPP) entre a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e as empresas Kroma Energia e Elétron Energy.

A usina vai produzir energia para a Compesa, que sempre teve como uma das suas maiores despesas a conta de luz. “Esse investimento aponta para a Compesa do futuro, uma companhia que vai precisar ser ágil, eficiente e que consiga produzir energia limpa, dialogando com o meio ambiente e a sustentabilidade”, afirmou a governadora Raquel Lyra, no evento de lançamento da pedra fundamental da usina.

O Complexo Colinas integra o Programa Garanhuns Solar e será composto por três usinas fotovoltaicas: Colinas I, II e III. As duas primeiras estão incluídas na PPP atual e juntas terão capacidade instalada de 104,18 megawatts-pico (MWp). Já o complexo completo contará com 130 MWp de capacidade e mais de 200 mil módulos fotovoltaicos, ocupando uma área de 175 hectares, o equivalente a 245 campos de futebol. O investimento total ultrapassa R$ 420 milhões.

Segundo a Compesa, a expectativa é de que Colinas 1 e 2 entrem em operação em maio de 2026. A produção energética dessas usinas permitirá que, já no próximo ano, 70% do consumo da empresa venha de fontes renováveis, deixando a empresa mais eficiente.

A Compesa e a geração solar

Uma das inovações do projeto está na tecnologia empregada: os painéis solares contarão com ajuste automático de ângulo para otimizar a captação solar. O parque utilizará o rastreador Vanguard 1P, certificado pela empresa internacional CPP Wind, além da tecnologia SuperTrack, baseada em inteligência artificial, para rastreamento solar inteligente.

O secretário de Recursos Hídricos e Saneamento, Almir Cirilo, reforçou que o projeto é resultado do esforço para equilibrar as contas da Compesa e garantir a continuidade dos investimentos.

Para o CEO da Kroma, Rodrigo Mello, essa PPP é um marco para o setor de saneamento, um exemplo a ser seguido, destacando o papel da boa gestão e da parceria entre setor público e privado na superação de desafios. Com sede em Recife, a Kroma surgiu em 2008 e foi a primeira comercializadora de energia do Nordeste.

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