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Isenção do IR pode injetar R$ 8,2 bilhões na economia do NE

A isenção do IR já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda análise do Senado
Patricia Raposo
Patricia Raposo
De Recife CEO do Movimento Econômico [email protected]
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Consumo famílias
Foto: Divulgação

Novo estudo do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste (BNB), aponta que a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para rendimentos mensais de até R$ 5 mil, proposta pelo Governo Federal, pode injetar R$ 8,27 bilhões na economia do Nordeste a partir de 2026 se for aprovada no Senado. Somente na área de atuação do BNB, são mais de dois milhões de famílias com uma economia mensal média de R$ 360, recursos que podem ser direcionados para o consumo cotidiano e o fortalecimento da economia local.

O levantamento, divulgado nesta sexta-feira (17), estima ainda que, ao incluir os estados de Minas Gerais e Espírito Santo — também atendidos pelo Banco do Nordeste —, o volume total economizado pelos contribuintes subiria para R$ 9,13 bilhões, beneficiando cerca de 2,1 milhões de pessoas.

O cálculo considera os R$ 4.356 economizados, por ano, por 1,9 milhão de trabalhadores que se enquadram no novo limite de isenção. A medida já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda análise do Senado.

De acordo com o presidente do BNB, Paulo Câmara, a proposta tem impacto direto sobre as regiões com maior concentração de trabalhadores de renda média e baixa, especialmente o Semiárido nordestino. “Ao reduzir a carga tributária incidente sobre essa faixa populacional, o presidente Lula está diminuindo o peso no orçamento dessas famílias e, ao mesmo tempo, promovendo uma demanda adicional no mercado interno e estimulando a atividade econômica regional”, afirma.

Economia com IR

Só para efeito de comparação, em Pernambuco, a estimativa é que mais de 361 mil trabalhadores formais sejam beneficiados pela nova faixa de isenção. O estudo aponta que apenas nesta estado, os valores poupados pelo pernambucanos podem gerar R$ 1,57 bilhão em circulação na economia estadual, com efeito multiplicador sobre o comércio, os serviços e o consumo das famílias.

Para o economista-chefe do BNB, Rogério Sobreira, a atualização da tabela do Imposto de Renda representa uma das mudanças mais relevantes na política tributária brasileira nas últimas décadas. “Essa reestruturação significativa na base de contribuintes traz repercussões relevantes tanto do ponto de vista da equidade fiscal quanto do estímulo ao consumo”, disse.

A medida, segundo o estudo, reforça o papel redistributivo do sistema tributário e tem potencial para dinamizar a economia nordestina, ampliando a renda disponível e o poder de compra das famílias em um momento de retomada do crescimento econômico.

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