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Brasil eleva teor de etanol na gasolina de 30% para 32% por 180 dias

Decisão do CNPE visa reduzir em 900 milhões de litros a importação anual de gasolina. Governo testa elevação futura para 35% e aprova novas diretrizes contra fraude em combustíveis
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  1. CNPE aprova aumento temporário de etanol de 30% para 32% na gasolina por 180 dias.
  2. Medida reduzirá importação anual de gasolina em 900 milhões de litros, diminuindo dependência de combustíveis fósseis.
  3. Testes do Instituto Mauá comprovam viabilidade de E32 em veículos leves e motocicletas sem comprometer desempenho.
  4. Governo continua avaliando elevação para 35% de etanol, verificando durabilidade de componentes automotivos em longo prazo.
  5. CNPE aprova diretrizes para combater fraudes e adulterações com atuação coordenada entre agências e órgãos fiscalizadores.
etanol metanol derivados da cana
Decisão do CNPE visa reduzir em 900 milhões de litros a importação anual de gasolina. Governo testa elevação para 35% de etanol e aprova diretrizes contra fraude em combustíveis. Foto: Biodiesel Brasil

Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (14), o aumento temporário de 30% para 32% no teor obrigatório de etanol anidro misturado à gasolina. Válida por 180 dias, com possibilidade de prorrogação, a medida visa a reduzir a dependência brasileira de combustíveis fósseis importados.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a resolução do colegiado permitirá que o Brasil deixe de importar 900 milhões de litros de gasolina por ano e leva em conta a instabilidade do mercado internacional de petróleo e combustíveis, “marcado pela volatilidade no abastecimento global”.

“Nesse contexto, a utilização de uma maior parcela de etanol produzido no país busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e possibilitar a maior presença desse biocombustível na matriz energética brasileira”, destacou a pasta em nota.

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Estudos

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a decisão foi respaldada por testes técnicos feitos pelo Instituto Mauá de Tecnologia, que mostraram a viabilidade da mistura em veículos leves e motocicletas, sem comprometer o desempenho ou o consumo, mesmo em motores não flex.

Enquanto a nova mistura (E32) entra em vigor, o governo prossegue com avaliações para verificar os efeitos de teores ainda mais elevados, como o E35, ou seja, 35% de etanol anidro misturado à gasolina, com foco na “durabilidade dos componentes automotivos e dos efeitos da utilização do combustível em longo prazo”.

Fraudes

O CNPE também aprovou, na reunião desta manhã, novas diretrizes para intensificar o combate a fraudes e a adulterações de combustíveis. A nova resolução do conselho, que ainda será publicada, reconhece como de interesse da Política Energética Nacional as ações fiscalizatórias da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) com foco na proteção dos consumidores, preservação da concorrência e segurança do abastecimento.

A norma incentiva a atuação coordenada entre instituições como Ministérios Públicos, Procons, polícias, órgãos fazendários e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

A resolução também prevê a atualização dos mecanismos de controle e rastreabilidade do setor, como a implementação da escrituração eletrônica certificada para operações comerciais de postos revendedores e o fortalecimento das capacidades laboratoriais da ANP para garantir a conformidade dos produtos comercializados.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, “a resolução do conselho estabelece medidas para fortalecer a fiscalização, ampliar a rastreabilidade e aperfeiçoar o monitoramento do setor”.

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