
O salário mínimo nacional será reajustado para R$ 1.631 a partir de janeiro de 2026, conforme confirmado nesta sexta-feira (31) pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO). O valor representa um aumento de 7,44% em relação ao piso atual, de R$ 1.518, e já estava previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, enviada ao Congresso Nacional em agosto.
O reajuste entra em vigor no primeiro mês do ano, mas o novo valor começará a ser percebido pelos trabalhadores formais nos contracheques de fevereiro, referente ao salário de janeiro de 2026. O novo piso nacional impacta diretamente benefícios previdenciários, sociais e trabalhistas vinculados ao governo federal.
O cálculo considera as regras estabelecidas pela Lei de Valorização do Salário Mínimo, que prevê a correção anual com base em dois indicadores principais: a inflação acumulada do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
Caso o PIB apresente retração, o reajuste considera apenas a variação inflacionária, garantindo ao menos a reposição do poder de compra dos trabalhadores. Em anos de crescimento econômico, o modelo permite que o salário mínimo avance acima da inflação, promovendo ganhos reais de renda.
Salário mínimo é referência para benefícios sociais e previdenciários
Além de orientar os contratos formais de trabalho, o salário mínimo serve de base para o cálculo de aposentadorias, pensões, abono salarial, seguro-desemprego e programas sociais como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A atualização periódica do valor busca garantir que essas transferências mantenham seu poder aquisitivo frente à variação do custo de vida.
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