
O primeiro semestre de 2025 terminou com retração de 8% nas exportações de Alagoas em comparação ao mesmo período do ano passado. O volume acumulado chegou a US$ 487,6 milhões, conforme balanço divulgado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea). Apesar da queda, o estado segue exportando para 78 países, com destaque para o açúcar, minério de cobre e tabaco entre os produtos embarcados. No mesmo período, as importações alagoanas somaram US$ 485,2 milhões, com redução expressiva de 25,7% em relação a 2024.
Segundo o levantamento do CIN, Alagoas exportou um total de 834 tipos de produtos no primeiro semestre de 2025, alcançando 78 países compradores. Craíbas, Coruripe e São Luís do Quitunde lideraram o ranking de municípios exportadores no período. Entre os principais destinos, destacam-se Canadá, Argélia e China, com aumento da presença fora do eixo tradicional de compradores.
No mesmo período, as importações somaram US$ 485,2 milhões, com recuo de 25,7% em relação ao primeiro semestre de 2024. Com esse desempenho, Alagoas fechou o semestre com superávit comercial de US$ 2,4 milhões.
Foram 2.450 tipos de produtos (NCM) importados, provenientes de 82 países. Maceió, Marechal Deodoro e Arapiraca figuraram como os municípios que mais demandaram mercadorias do exterior. Entre os itens mais adquiridos estão PVC, garrafas térmicas e fertilizantes. China, Estados Unidos e Rússia aparecem como os principais países fornecedores.
Apesar do recuo nos indicadores gerais, os dados do CIN mostram que a balança comercial de Alagoas segue diversificada, com exportações distribuídas em mais de 800 produtos e novos mercados sendo consolidados. A performance do minério de cobre, por exemplo, tem se destacado nos últimos anos e foi um dos pontos de sustentação da pauta exportadora estadual no semestre.
Extraído no município de Craíbas, o concentrado de cobre produzido pela Mineração Vale Verde já posicionou Alagoas no circuito global de exportação mineral. Desde o início das operações da empresa, em 2018, mais de 300 mil toneladas secas (dmt) do produto foram embarcadas para países como China, Finlândia, Tailândia, Índia e Polônia.
Tarifas americanas geram expectativa para exportações no segundo semestre
Já para o segundo semestre, o setor produtivo alagoano permanece atento aos possíveis efeitos da tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, com vigência prevista a partir de 1º de agosto. Embora o mercado americano não seja o principal destino das exportações de Alagoas, a sobretaxa pode afetar diretamente o açúcar, um produto com embarques tradicionais ao país, e gerar impactos sobre contratos comerciais firmados por empresas locais.
Tanto a Secretaria de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços de Alagoas (Sedics) quanto o Centro Internacional de Negócios (CIN), da Fiea, defenderam a diversificação de mercados e a valorização das cadeias produtivas regionais como caminhos para enfrentar cenários externos adversos.
A expectativa, segundo as entidades, é de que o estado mantenha estabilidade nas relações comerciais e fortaleça sua presença internacional, mesmo diante das incertezas impostas por medidas protecionistas.
“Estamos atentos a esse cenário internacional e, embora os impactos ainda não possam ser quantificados, nosso compromisso é garantir estabilidade e segurança para quem empreende em Alagoas. Seguimos trabalhando para ampliar a competitividade das nossas cadeias produtivas, atrair investimentos e fortalecer as relações comerciais do estado com outros mercados, inclusive por meio da diversificação”, afirmou a secretária de Indústria e Comércio, Alice Beltrão.
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