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Com jogos no NE, Copa do Mundo feminina no Brasil deve movimentar R$ 8,8 bilhões

Mapeamento da Fundação Getulio Vargas para a Embratur estima que torneio vai gerar 73,7 mil postos de trabalho. Recife, Salvador e Fortaleza estão entre as oito cidades-sedes da Copa do Mundo feminina
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  1. Copa do Mundo 2027 injetará R$ 8,8 bilhões na economia brasileira, gerando impactos diretos e indiretos significativos.
  2. Evento criará 73,7 mil postos de trabalho e movimentará R$ 4,5 bilhões em renda, arrecadando R$ 928 milhões em tributos.
  3. Oito cidades-sede receberão o torneio entre junho e julho de 2027: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio, Salvador e São Paulo.
  4. Brasil será primeiro país sul-americano a sediar Copa do Mundo feminina, consolidando-se como destino para megaeventos esportivos internacionais.
  5. Mulheres representam 48,61% do turismo internacional no Brasil, com alto potencial de consumo e interesse crescente pelo futebol feminino.
CBF Seleção brasileira feminina de futebol Copa do Mundo 2027
Será a primeira vez que um país sul-americano sediará a Copa do Mundo feminina, considerado o maior evento esportivo da categoria do planeta. Foto: Lívia Villas Boas/CBF

A Copa de Futebol Fifa Feminina 2027 no Brasil deve injetar R$ 8,8 bilhões na economia, gerar 73,7 mil postos de trabalho e renda de R$ 4,5 bilhões e arrecadar em tributos R$ 928 milhões.

A estimativa é do Mapeamento do Potencial de Captação e Internacionalização de Eventos Esportivos no Turismo Brasileiro, desenvolvido pela Fundação Getulio Vargas para a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).

“Os resultados estão decompostos em dois vetores principais de geração de impacto: o do público do evento, gerado pelo fluxo de turistas nacionais e estrangeiros, que movimentará R$ 4,7 bilhões em atividade econômica direta e indireta, e o da organização, derivado dos desembolsos da FIFA e das estruturas operacionais do evento, estimado em R$ 4,1 bilhões”, diz a FGV.

Em conjunto, os dois vetores posicionam a Copa do Mundo Feminina 2027 como um dos maiores eventos esportivos já realizados no Brasil, em termos de impacto econômico.

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Copa do Mundo no Brasil terá oito cidades-sedes

Segundo o estudo, a Copa do Mundo representa o maior evento esportivo feminino do planeta e constituirá um marco histórico para o Brasil: será a primeira vez que um país sul-americano  sediará a competição, o que mostra a consolidação do Brasil como destino de referência para megaeventos esportivos de primeira grandeza.

O torneio reunirá seleções de todo o mundo distribuídas por oito cidades-sede brasileiras entre 24 de junho e 25 de julho: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Segundo a análise, do ponto de vista do mercado de consumo, o torneio encontra um ambiente favorável. As mulheres respondem por 48,61% do fluxo de turistas internacionais no Brasil, com permanência média de 11 dias e gasto médio de US$ 1.317 por viagem.

Além disso, 72% das pessoas que nunca frequentaram um estádio de futebol são mulheres, o que indica um contingente relevante de demanda potencial ainda não captada, de acordo com a FGV. O interesse das torcedoras pela Copa do Mundo supera o observado em outras competições da modalidade. Nesse contexto, o interesse pelo futebol feminino já está estabelecido.

“Além do impacto econômico imediato, o evento representa uma oportunidade singular de legado para o futebol feminino brasileiro, de projeção da imagem do país no cenário global e de fortalecimento do turismo esportivo como vetor de desenvolvimento econômico sustentável”, completa a pesquisa.

Leia mais: Inflação na Copa: como a Fifa transformou a final num mercado ultralucrativo

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