Inadimplência cresce em 25,6% em Pernambuco

Estados como Ceará e Bahia apresentaram um recuo, respectivamente, de 22,3% e 23,1% na quantidade de pessoas que estão em situação de inadimplência.

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rafael lima - Fecomércio
Economista da Fecomércio-PE Rafael Lima/Foto: Divulgação/Fecomércio-PE.

Aumentou em 25,6% a quantidade de pessoas que não poderão pagar as contas nos próximos meses em Pernambuco, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) elaborada pela  Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), lançada na última semana. O estudo compara a quantidade de pessoas que estavam nesta situação entre outubro deste ano e o mesmo mês em 2022. No Brasil, este percentual cresceu 17%. Estados como Ceará e Bahia apresentaram um recuo, respectivamente, de 22,3% e 23,1%.

Em Pernambuco, eram 73.704 pessoas que estavam sem condições de pagar as contas em outubro de 2022. No mês passado, eram 92.604 pessoas. “Isso ocorreu porque o aumento do desemprego foi forte em Pernambuco no primeiro semestre deste ano. No último trimestre que se encerrou em outubro, houve uma recuperação do emprego, segundo o Caged ”, explica o economista da Fecomércio-PE, Rafael Lima. 

A pesquisa mostra também que Pernambuco tem 430.117 pessoas endividadas em outubro deste ano, contra as 426.189 que estavam com contas em atraso no mesmo mês do ano passado. O aumento dos endividados foi de 0,9% em Pernambuco. Já o Estado do Ceará registrou um acréscimo de 11,8% dos endividados, saindo de 545.364 pessoas em outubro do ano passado para 609.664 indivíduos. Na Bahia, houve uma redução de 7,6% na quantidade de endividados, quando 571.437 pessoas estavam nesta situação em outubro deste ano. 

O aumento da quantidade de endividados tem uma relação com o mercado de trabalho, porque geralmente o emprego cresce provoca uma redução no número de endividados e também na inadimplência. “O aumento da quantidade de endividados é ruim para a economia porque as pessoas que estão nesta situação não vão ter opções de crédito disponível, como o cartão de crédito, o crédito pessoal etc. As famílias de menor renda que estão nesta situação dificilmente vão conseguir comprar bens duráveis neste final de ano”, comenta Rafael. As festas de fim de ano é o melhor período de vendas do comércio.

Ainda de acordo com a Fecomércio-PE, o endividamento é um problema que afeta famílias e tem impacto em sua receita mensal, reduzindo o poder de compra das mesmas, especialmente em relação a produtos não duráveis, como alimentos. Além disso, a inadimplência pode levar a despesas adicionais, como juros, mora e multas, o que pode ampliar ainda mais as dificuldades financeiras, especialmente para consumidores com renda mais baixa. Só lembrando que o País tem um dos juros mais altos do mundo e, para quem deve no cartão de crédito, a dívida aumenta de uma forma acelerada.

As contas, a inadimplência e o crédito

A inadimplência também aumentou em Estados como Ceará (+10,7%) e Pernambuco (+19,4%) e diminuiu na Bahia (-41,1%). Inadimplentes são aqueles que já estão com as contas em atraso. “Com muitos inadimplentes, as empresas começam a trabalhar com uma taxa de juros maior, porque o risco está maior. E aí este efeito atinge todas as classes sociais”, comenta Rafael. 

Ele acredita que a perspectiva de uma maior inadimplência para o final do ano vai se refletir nas compras de fim de ano, implicando em menos compras para a parcela da população que está endividada ou inadimplente. “Uma dica interessante seria aproveitar o 13º do fim do ano para quitar as dívidas e voltar a ter crédito”, aconselha o economista da Fecomercio-PE

Ainda de acordo com a PEIC, a potencial inadimplência é a expectativa dos devedores de não pagarem suas dívidas no mês subsequente ao levantamento. Já o atraso no pagamento (inadimplência) é o ato de não cumprir efetivamente os compromissos assumidos com o endividamento.

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