
O mercado imobiliário pernambucano se prepara para as mudanças que a reforma tributária trará a partir de 2026. Para analisar os efeitos e orientar as empresas, a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE) promove, nesta terça-feira (12), um debate na sede da entidade, no bairro do Espinheiro, a partir das 12h30. O objetivo é antecipar desafios, identificar oportunidades e preservar a competitividade do setor no novo cenário tributário.
O encontro para os associados da Ademi-PE contará com Cristiano Gregorius, diretor executivo do Ecossistema Sienge, e Gustavo Ventura, presidente honorário da Federação Nacional dos Institutos dos Advogados do Brasil. Os especialistas vão detalhar as mudanças na legislação, com foco no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), explicando como as novas regras impactarão desde a estrutura tributária até o fluxo operacional das empresas.
Peso econômico e desempenho do setor
A economia de Pernambuco somou R$ 288,6 bilhões em 2024, crescimento de 4,9%, o maior em 15 anos. A construção civil, diretamente ligada ao mercado imobiliário, responde por cerca de 4,2% do PIB estadual, segundo estimativa de economistas e representantes do setor com base em dados do IBGE e da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe). Em nível nacional, serviços imobiliários representam aproximadamente 8,2% do Valor Adicionado ao PIB.
O setor mantém dinamismo mesmo diante de juros elevados. Em 2024, as vendas de imóveis cresceram 20,9% e os lançamentos avançaram 18,6%, segundo a CBIC. Nos primeiros meses de 2025, as vendas acumulavam alta de 17%, com a expansão do crédito imobiliário consolidando novos empreendimentos e fortalecendo a base de financiamento.
Ademi-PE avalia alterações na tributação
Diferentemente do modelo atual, que incide apenas sobre mercadorias e serviços, o IBS e a CBS alcançarão a maior parte das transações imobiliárias, como venda, locação, arrendamento e serviços de construção civil — inclusive a comercialização de imóveis por pessoas físicas. A alíquota conjunta está estimada em 28%, com possíveis reduções de 70% ou 50% conforme a atividade.
Para suavizar a adaptação, a reforma prevê regimes de transição específicos. Conhecer essas regras será essencial para estruturar novos projetos, definir investimentos e manter a competitividade de um setor estratégico para a economia pernambucana e nacional.
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