
As compras públicas se tornaram uma fronteira mais acessível para pequenas empresas brasileiras. A digitalização dos processos, a ampliação das plataformas eletrônicas e os incentivos legais criados para micro e pequenos negócios reduziram parte da distância que historicamente separava esses empreendedores dos contratos governamentais. O próprio Compras.gov.br informa que, apenas no primeiro trimestre de 2026, foram homologados R$ 109 bilhões em compras públicas, dos quais R$ 23 bilhões envolvendo microempresas e empresas de pequeno porte.
O avanço das plataformas eletrônicas tornou as licitações mais simples e competitivas para empresas de diferentes portes. A Lei nº 14.133/2021 criou o Portal Nacional de Contratações Públicas, o PNCP, como ambiente oficial de divulgação centralizada dos atos exigidos pela nova legislação.
A abertura desse mercado, lembra Márcio Carneiro, diretor da Líder Afiançadora, também é reforçada pelo tratamento diferenciado às micro e pequenas empresas. O artigo 4º da Nova Lei de Licitações preservou a aplicação dos benefícios previstos na Lei Complementar nº 123/2006, incluindo mecanismos como preferência em caso de empate, prazo para regularização fiscal e trabalhista e licitações exclusivas para determinados valores.
O governo federal também vem criando ferramentas específicas para ampliar essa participação. O Contrata+Brasil, lançado em 2025, nasceu com a proposta de conectar compradores públicos a pequenos fornecedores, inicialmente microempreendedores individuais. Márcio Carneiro nota que na primeira fase, a plataforma estimava uma oportunidade potencial de quase R$ 6 bilhões por ano em serviços de manutenção e pequenos reparos. Em 2026, a ferramenta já previa 47 tipos de serviços credenciados, com limite de até R$ 12,5 mil por contratação em demandas de escolas públicas.
Mas o avanço do acesso não elimina o contraditório. A facilidade está mais na entrada do que na execução. Participar de uma licitação exige regularidade fiscal, leitura técnica de editais, capacidade de formar preço, planejamento de entrega e capital de giro. O risco financeiro é um dos principais pontos de atenção. Em regra, a empresa executa primeiro e recebe depois.
A Lei nº 14.133/2021 prevê ordem cronológica de pagamento, mas o TCU registra que, em caso de atraso superior a dois meses, o contratado pode pedir a extinção do contrato. Para uma grande empresa, esse prazo pode ser administrável. Para um pequeno fornecedor, dois meses sem receber podem comprometer folha, tributos, fornecedores e capital de giro.
Para uma pequena empresa, vencer uma disputa mal calculada pode ser pior do que perdê-la.

Gado vivo
O Porto de Natal está habilitado para exportar gado vivo e mira mercado de R$ 1 bilhão. Há expectativas de início das exportações nos próximos dias. Esse tipo de exportação é motivo de críticas no setor frigorífico. A avaliação é que a venda de animais em pé retira matéria-prima da indústria nacional e reduz a capacidade de agregar valor à cadeia produtiva, com reflexos sobre emprego, renda e arrecadação. Em 2024, o Brasil exportou pouco mais de 1 milhão de cabeças de bovinos vivos, segundo o Beef Report 2025, da Abiec.
JBS no CearáAbiec,
Depois da Masterboi, é a vez da JBS demostrar interesse por Iguatu. Executivos da companhia foram recebidos pelo empresário Eugério Queiroz, do Terminal Logístico de Iguatu, e pelo prefeito Roberto Filho. A companhia avalia oportunidades de investimento no município cearense, com uma operação da Seara. O interesse ocorre em meio à expansão logística impulsionada pela Transnordestina e pela construção do terminal.
Reforma tributária
A reforma tributária será debatida no III Workshop sobre Prevenção e Solução de Conflitos Tributários, nos dias 20 e 21 de agosto, no Novotel, no Recife. Um dos focos será a transação tributária como instrumento para reduzir conflitos entre empresas e Fisco. Segundo Mary Elbe Queiroz, do Cenapret, o mecanismo melhora a previsibilidade e favorece a retomada de investimentos.
Joint-venture
A Tenório Simões Construtora e Casa Orange anunciaram parceria para o desenvolvimento do Città José Rufino Residence, no Recife. Com obras previstas para conclusão em 2030, o empreendimento de lazer completo funcionará dentro dos subsídios do Minha Casa Minha Vida e do programa estadual Morar Bem PE.
ESG
Na próxima semana, o Grupo JCPM participa da Exposhopping, maior feira de negócios do setor na América Latina, e do Congresso Internacional de Shopping Centers, em edição especial pelos 50 anos da Abrasce. O evento acontece de quarta (24) a sexta-feira (26), no Expo Center Norte, em São Paulo, com expectativa de reunir cerca de 15 mil visitantes. Durante a programação, o grupo fará o lançamento oficial do seu 4º Relatório ESG.
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