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O futuro elétrico pode passar por Goiana: a jogada Stellantis–Leapmotor

Segundo presidente da Stellantis para a América do Sul, Herlander Zola, Goiana produzirá quatro veículos equipados com a tecnologia Bio-Hybrid, desenvolvida localmente
Patricia Raposo
Patricia Raposo
De Recife CEO do Movimento Econômico [email protected]
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Herlander Zola, Presidente da Stellantis para a América do Sul
“Com a eletrificação da mobilidade, estamos ampliando nosso alcance no mercado porque novas tecnologias trazem também novos consumidores”, disse Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, em evento em São Paulo para jornalistas. Foto: Stellantis/Divulgação

A chegada da Leapmotor ao Brasil inaugura uma nova fase da estratégia da Stellantis na América do Sul. Dentro do grupo, já existe a percepção de que a nacionalização futura de componentes será indispensável para que a marca chinesa ganhe escala, competitividade e sustentação industrial no país. A direção da Stellantis reconhece a relevância desse passo e trata o tema como prioridade de médio prazo, embora ainda sem um plano formalizado.

Esse movimento se torna ainda mais evidente quando se observa o ambiente competitivo. A BYD acelera sua expansão e caminha para operar com cerca de 250 pontos de venda no país, deixando claro que pretende alcançar a liderança geral do mercado brasileiro. A GWM segue trajetória semelhante, ampliando rede e portfólio elétrico. É nesse contexto que a Stellantis decide produzir carros da Leapmotor no Brasil, inclusive em Goiana, mas com metas graduais, evitando a busca por volumes imediatos e insustentáveis.

A parceria global entre Stellantis e Leapmotor representa um trunfo estratégico: o acesso direto às tecnologias chinesas mais competitivas — plataformas, eficiência energética, soluções de eletrificação e sistemas de bateria. A Stellantis já ocupa uma posição dominante na América do Sul, com participação elevada tanto regionalmente quanto no Brasil, e vê na Leapmotor não apenas um reforço comercial, mas também uma defesa dessa liderança.

O cenário, porém, não é de estabilidade plena. A Stellantis avalia que 2026 será um período de baixa previsibilidade, influenciado por volatilidade econômica e pelo calendário eleitoral no Brasil, onde o crescimento do mercado automotivo deve oscilar entre 2% e 3%. Além disso, há preocupação com o risco de novos gargalos globais de semicondutores, capazes de comprometer o ritmo das fábricas. Esses fatores reforçam a necessidade de construir uma operação menos dependente das importações asiáticas.

A nacionalização futura da Leapmotor no Brasil, portanto, deixa de ser um desejo e passa a ser um componente estratégico inevitável. Modelos como B10 e C10 — elétricos e híbridos — exigem uma engenharia industrial mais próxima do mercado consumidor, com estrutura local de fornecedores, menor exposição cambial e redução de custos logísticos. Dentro desse mapa, Goiana aparece como alternativa natural, pela combinação de posição logística, disponibilidade industrial e integração com mercados nacional e internacional.

Com 23% de market share na América do Sul, 29% no Brasil e 30% na Argentina, a previsão é de que a Stellantis ultrapasse 1 milhão de veículos comercializados na América do Sul já neste ano, segundo o novo presidente da empresa para esta região, Herlander Zola. Por isso, a necessidade de consolidar bases industriais mais diversificadas aumenta. A nacionalização da Leapmotor não apenas reforçaria a estratégia regional da Stellantis, mas também fortaleceria o Brasil como hub central na disputa global entre fabricantes ocidentais e marcas chinesas em rápida expansão.

LIDE Mulher terá Raquel Lyra e Priscila Krause

Roberta Laurindo, presidente do LIDE Mulher, reúne associadas para receber a governadora Raquel Lyra no próximo dia 16/12, das 8h às 10h, no Mar Hotel. A vice-governadora Priscila Krause também estará presente no encontro, promovendo diálogo direto com lideranças femininas empresariais. Será um momento estratégico para discutir políticas públicas, desenvolvimento econômico e protagonismo feminino no ambiente de negócios pernambucano.

Incidente no sistemas da OpenAI

A OpenAI informou um incidente de segurança envolvendo a Mixpanel, empresa terceirizada usada para análises da interface da plataforma de API. Segundo a companhia, não houve violação dos próprios sistemas, e nenhum chat, chave de API, senha, dado de pagamento ou documento oficial foi comprometido. As informações acessadas estavam restritas ao ambiente da Mixpanel e incluíam dados analíticos limitados, como nome, e-mail, localização aproximada e IDs de usuário.

OpenAI descontinua uso da Mixpanel

Após ser notificada pela Mixpanel, a OpenAI retirou a empresa de seus serviços, revisou o material afetado e iniciou o aviso aos usuários impactados. A companhia alerta que os dados acessados podem ser usados em tentativas de phishing e recomenda atenção a mensagens suspeitas. A OpenAI afirmou que ampliará as exigências de segurança de fornecedores e continuará monitorando possíveis usos indevidos, reforçando padrões mais rígidos na cadeia de dados.

Leia mais: Itamaracá retoma protagonismo com requalificação do Forte Orange

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