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Fenearte: artesãos fecham R$ 1 milhão em negócios com compradores estrangeiros

A ApexBrasil fez rodada de negócios com compradores estrangeiros e artesãos de várias regiões do País
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  1. ApexBrasil promove rodadas de negócios na Fenearte gerando US$ 200 mil em vendas imediatas entre artesãos e compradores estrangeiros.
  2. Compradores internacionais de oito países expressam expectativa de realizar compras estimadas em US$ 1,1 milhão nos próximos 12 meses.
  3. Programa Brasil Feito à Mão da ApexBrasil aumentou artesãos exportadores de 23 para 46 em dois anos de atuação.
  4. Mestre Luiz Benício comercializa peças em 130 países, estimando que 70% de suas vendas anuais originam-se da Fenearte.
  5. Fenearte reúne 5 mil expositores e funciona como importante canal de internacionalização para artesãos brasileiros acessarem mercado global.
A 26ª edição da Fenearte reúne 5 mil expositores em 700 espaços de comercialização. Foto: Rafael Aroeira/Divulgação

A Fenearte se tornou um meio para muitos artesãos passarem a exportar as suas peças. O mestre Luiz Benício, de Buíque, no Vale do Catimbau, em Pernambuco, afirma que os 12 dias do evento são “uma janela para o mundo”. As duas rodadas de negócios promovidas feira pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos (ApexBrasil) fecharam negócios imediatos da ordem de US$ 200 mil (cerca de R$ 1,066 milhão) entre 10 compradores estrangeiros e 50 artesãos. Os importadores informaram também ter a expectativa, de nos próximos 12 meses, realizarem compras estimadas em US$ 1,1 milhão – o que representa R$ 5,8 milhões.

Foram duas rodadas de negócios promovida pela ApexBrasil no segundo e terceiro dia da Fenearte com 162 encontros entre 50 artesãos brasileiros e os compradores de oito países, incluindo Estados Unidos, México, Japão, Colômbia, Polônia, Irlanda, entre outros. “A Fenearte traz toda a diversidade do artesanato brasileiro como um todo, que tem uma variedade de técnicas, de matérias-primas, de tipologias e isso encanta muito o comprador internacional, porque traz essa autenticidade”, disse a gerente de Competitividade da ApexBrasil, Rafaella Paolinelli.

A Agência está com um estande na feira. Segundo Rafaella, não é a primeira vez que a Apex traz compradores para a Fenearte, mas esta ação não ocorreu nos últimos dois anos. A ApexBrasil também desenvolve o programa Brasil Feito à Mão, que oferece capacitação, consultorias, participação em feiras e rodadas de negócios para ampliar as oportunidades de exportação do artesanato brasileiro. Nos dois anos da iniciativa, os artesãos exportadores saíram de 23 para 46 que exportam diretamente. A Apex atende mais de 1 mil artesãos e 5% deles utilizam o Exporta Fácil dos Correios para enviarem suas peças ao exterior.

O mestre Luiz Benício, de Buíque, estima que cerca de 70% das peças comercializadas este ano serão vendidas na Fenearte ou compradas em decorrência de contatos feitos no evento. Foto: Mateus Jatobá/Movimento Econômico

Para o artesão Luiz Benício, os contatos realizados na Fenearte contribuíram para aumentar o seu faturamento e fazerem as peças dele chegarem a 130 países. Detalhe: algumas peças têm mais de um metro de altura, como é o caso do São Francisco de Assis exposto na Alameda dos Mestres na feira deste ano. “Tenho duas obras de 2,40m e 2,20m na África do Sul, uma de 1,80m na França, 12 obras em Telaviv e uma exposição permanente no Porto (em Portugal)”, comentou o artista, acrescentando que já enviou peças para 130 países.

Escultor de peças em madeira, o artesão estimou que cerca de 70% das vendas do seu ateliê, este ano, estão ligados à sua participação na feira, incluindo as comercializadas durante o evento e as encomendas fechadas após os contatos feitos na Fenearte. “Em muitos anos, 80% a 100% das minhas vendas se originaram na Fenearte”, comentou o escultor.

Luiz Benício começou a produzir esculturas no início dos anos 2000 e participou da Fenearte pela primeira vez em 2005 como auxiliar de outro artesão da sua cidade. Em 2006, passou a expor como mestre artesão. O primeiro país a adquirir uma de suas obras foi a Bélgica, por meio de um turista que visitou o Vale do Catimbau, onde fica o seu ateliê. Depois disso, ampliou a presença internacional das suas esculturas por causa dos contatos da Fenearte.

A coordenadora de Competitividade da Apex, Rafaella Paolinelli, fala das ações desenvolvidas pela Agência para estimular as exportações de artesanato. Foto: Matheus Jatobá/Movimento Econômico

Fenearte reúne 5 mil expositores

A 26ª edição da Fenearte reúne 5 mil artesãos e empreendedores de todo o Brasil e também do exterior, espalhados em 700 espaços de comercialização. Foi realizado um investimento de R$ 16 milhões para a realização. “Cada peça exposta na Fenearte carrega história, identidade e também desenvolvimento econômico. A feira reúne tradição e negócios em um mesmo espaço. É um ambiente onde cultura gera oportunidades e conecta artesãos a novos mercados. Cada edição atrai milhares de visitantes e consolida Pernambuco como referência nacional e internacional em economia criativa”, afirmou a diretora-presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), Roberta Andrade. O evento é realizado pelo governo do Estado e só não ocorreu durante a pandemia

A feira segue até o dia 19 de julho no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda das 14h às 22h horas de segunda-feira a quinta-feira. Nos sábados e domingos, funcionará das 10h às 22h. Da segunda a quinta-feira, os ingressos custam R$ 12 (entrada inteira) e R$ 6 (meia-entrada); de sexta-feira a domingo saem por R$ 16 (entrada inteira) e R$ 8 (meia-entrada).

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