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Alepe anula atos da CPI da Publicidade e partidos terão que refazer indicações

Após liminares que atingiram PSDB, MDB e PRD, decisão de Rodrigo Farias abre novo prazo para composição do colegiado na Alepe
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A instralção da CPI da Publicidade na Alepe foi marcada por tumulto entre governbistas e oposicionistasIns
A instralção da CPI da Publicidade na Alepe foi marcada por tumulto entre governbistas e oposicionistas Foto: Gabriel Costa/Alepe

Duas vitórias em menos de 24 horas. Um dia depois de aprovar o empréstimo de R$ 1,5 bilhão na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a governadora Raquel Lyra (PSD) contabilizou mais êxito sobre o Legislativo. Nesta quarta-feira (10), a Casa recuou e anulou a reunião de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Publicidade e reabriu o processo de indicações partidárias.

A medida foi assinada pelo primeiro vice-presidente da Alepe, deputado Rodrigo Farias (PSB), que assumiu a condução do caso após comunicado do presidente Álvaro Porto (PSDB). Porto informou que, diante das ações judiciais envolvendo seu partido e os atos da CPI, não tomaria decisões sobre o tema.

O Ato nº 656/2025, publicado por Rodrigo Farias, declarou sem efeito todas as mudanças realizadas em agosto nas lideranças do PSDB, MDB e PRD. Essas alterações haviam modificado blocos parlamentares e permitido novas indicações para a comissão. Também foram anuladas as escolhas de nomes feitas em 19 de agosto.

Mudanças nas lideranças na Alepe

Com isso, os partidos terão de realizar novamente suas reuniões internas. O PRD já formalizou a liderança de Júnior Matuto. O MDB convocou encontro para 24 de setembro e o PSDB marcou reunião para 29 de setembro. As bancadas poderão manter os mesmos indicados, desde que respeitem o novo trâmite.

A decisão reabriu o prazo de 10 dias úteis para as lideranças apresentarem os representantes. O colegiado terá 120 dias de duração, com nove membros titulares e nove suplentes, conforme o Requerimento nº 3797/2025.

CPI muda de foco após decisão do TCE

Na segunda-feira (8), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) considerou regulares os contratos de publicidade do Governo de Pernambuco. A CPI, no entanto, continuará com apurações voltadas a outros elementos surgidos nas investigações preliminares, como a atuação de perfis virtuais que teriam sido usados para atacar parlamentares.

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