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Bahia aloja 152 milhões de pintinhos em 2025 e lidera avicultura no Nordeste

Estado é o 9º maior produtor nacional de frango e se mantém livre da gripe aviária, vantagem que abre caminho para retomada das exportações da avicultura baiana à China e à União Europeia
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Além do crescimento do número de pintinhos alojados para produção de frango de corte, a avicultura baiana teve aumento na produção de ovos, que registrou alta de 16,3% em 2025. Foto: Sílvio Ávila/Reprodução

A Bahia consolidou a liderança na avicultura do Nordeste em 2025 com 152 milhões de pintinhos alojados para produção de frango de corte, segundo levantamento da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri-BA). O crescimento na produção de ovos acompanhou o desempenho: alta de 16,3% no mesmo período. O estado ocupa a 9ª posição entre os maiores produtores nacionais de frango, segundo a própria Seagri.

Um dos pilares do desempenho é o status sanitário do estado. A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Seagri, mantém inspeções rigorosas em abatedouros e assegura à Bahia a condição de livre da gripe aviária — enfermidade que atingiu outros estados brasileiros em 2025, incluindo o Rio Grande do Sul, e resultou em restrições às exportações brasileiras de proteína avícola.

A ausência de focos na Bahia representa vantagem competitiva direta tanto no mercado interno quanto no externo. Para o secretário Pablo Barrozo, a integração entre poder público, produtores e sistema de defesa agropecuária foi determinante: “Investir em prevenção e controle sanitário é fundamental para proteger nossos produtores e garantir a competitividade do setor.”

Nordeste responde por 4,5% do abate nacional

No cenário nacional, o Nordeste respondeu por 4,5% do abate de frangos no 2º trimestre de 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção de ovos da região é majoritariamente voltada para consumo interno — 97,1% do total produzido —, perfil que reforça o papel estratégico do setor no abastecimento regional. No acumulado de 2024, o Brasil abateu 6,46 bilhões de frangos, alta de 2,7% sobre 2023, com o Paraná liderando, com 34,2% da participação nacional.

No plano das exportações, 2025 foi ano de recorde para o Brasil: 5,324 milhões de toneladas de frango embarcadas, ante 5,294 milhões em 2024 e 5,14 milhões em 2023, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Para 2026, a retomada das importações pela China e União Europeia é apontada pela Seagri como fator que deve reduzir o volume de produtos de outros estados no mercado interno baiano, ampliando espaço para a produção local.

“Esse movimento beneficia diretamente a Bahia, já que reduz o volume de produtos vindos de outros estados para o mercado interno, fortalecendo a produção baiana”, afirmou o secretário Pablo Barrozo.

Perspectivas para a avicultura baiana

A Associação Baiana de Avicultura (ABA) identifica uma agenda de oportunidades em discussão com os setores público e privado: financiamento acessível para modernização de granjas, incentivos fiscais, programas de crédito para pequenos e médios produtores e campanhas de aproximação do consumidor baiano com a produção local.

“Os governos estadual e federal trabalham em parceria, apoiando o desenvolvimento do setor. Nosso diálogo com a Seagri tem demonstrado visão estratégica da secretaria ao buscar soluções que realmente fortalecem a avicultura baiana”, afirmou a presidente da ABA, Kesley Jordana.

*Com informações da Seagri-BA

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