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BNDES tem quase R$ 1 bi para financiar inovação no NE

Os investimentos em inovação deixam a indústria mais competitiva
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Neydson Moura, do BNB, Sebastião Pontes, da Abimaq, Rodrigo Aguiar, do BNDES, e Sílvio Carllos Amaral, da Sudene, participaram do Fórum sobre incentivos fiscais. Foto: Movimento Econômico

Os projetos de inovação do Nordeste poderão captar quase R$ 1 bilhão em financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), segundo o gerente Nordeste do Departamento de Operações e Canais Digitais daquela instituição bancária, Rodrigo Aguiar. Na terça-feira (19), foi divulgado um estudo mostrando que os estados do Norte e Nordeste apresentaram as menores notas em inovação num levantamento realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Até agora, do total disponibilizado pelo banco na região, foram contratados R$ 39 milhões, o que mostra que ainda há um grande volume de recursos disponível. O investimento em inovação deixa a indústria mais competitiva.

Segundo Rodrigo, os recursos vão ficar disponíveis até serem liberados. As informações fizeram parte da apresentação que o gerente mostrou no Fórum de Incentivos Fiscais e Financiamentos Estratégicos que ocorreu, nesta quarta-feira (20), na sede da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco, no Recife.

Na ocasião, Rodrigo falou das duas linhas de financiamento para projetos de inovação. Na primeira, o banco repassa aos agentes financeiros os recursos com juros de 9,65% ao ano, com possibilidade de spread – a ser cobrado pelo agente financeiro – de zero até 5%. Na segunda linha de financiamento, a taxa é menor que 10%, mas é exigido um parecer do Senai atestando que o projeto é inovador.

Inovação e o Senai-PE

“Os projetos pernambucanos têm tudo para se destacar nesta segunda linha, porque no Nordeste, apenas o Senai de Pernambuco está habilitado a emitir esse parecer. Aproveitem o Senai”, disse Rodrigo para uma plateia formada por empresários do setor metal-mecânico, construção civil, entre outras áreas.

O diretor da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) no Norte e Nordeste Sebastião Pontes destacou a relevância do evento realizado, classificando-o como de “excepcional excelência”. Segundo ele, foi uma oportunidade para que os empresários fiquem a par das novidades das instituições financeiras que, muitas vezes, não chegam ao dia a dia, das empresas como o spread diferenciado para o Nordeste, a possibilidade de usar notas fiscais emitidas em até 12 meses atrás como capital de giro e o acesso ao Fundo Clima, do BNDES, que tem um financiamento diferenciado. Os juros dos empréstimos concedidos pelo Fundo Clima podem variar entre 4% e 10% ao ano, mas a empresa tem que comprovar que emite menos carbono.

“Esses eventos, organizados anualmente pela Abimaq em parceria com o Sindicato da Indústria Metal Mecânica de Pernambuco (Simmepe) e a Fiepe servem justamente para que essas informações cheguem de forma mais rápida e fácil aos empresários”, afirmou Sebastião Pontes.

As instituições que enviaram representantes divulgando incentivos fiscais e financiamentos para as empresas da região foram a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Banco do Nordeste (BNB), Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (Adepe), além do BNDES.

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