
Uma nova escola pública está sendo construída no bairro Cidade Universitária, em Maceió, como parte das medidas de compensação assumidas pela Braskem, após os danos provocados pela extração de sal-gema em cinco bairros da capital. Estão sendo investidos R$ 25 milhões provenientes de acordo judicial homologado em 2024 pela 7ª Vara do Trabalho da Capital, fruto de uma ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT/AL) contra a mineradora em 2020.
A obra é executada pela Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), conforme termo de cooperação firmado entre o MPT, a Braskem e a Prefeitura de Maceió. Com mais de 4.200 m² de área construída, a escola terá capacidade para atender 1.080 estudantes nos turnos da manhã e tarde, além de possibilidade de abertura de turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) à noite. A obra teve início em junho deste ano e será executada em dez meses. A entrega está prevista para março de 2026.
Segundo informações do MPT em Alagoas, o termo de cooperação homologado também prevê que a Prefeitura de Maceió será responsável pela contratação do corpo docente e pelo custeio dos materiais e mobiliários, com previsão de aporte de R$ 6 milhões por parte do município.
O novo equipamento substitui cinco unidades de ensino atingidas pela tragédia ambiental nos bairros do Mutange, Bebedouro, Pinheiro, Bom Parto e parte da Cidade Universitária. Serão realocadas: a Escola Municipal Radialista Edécio Lopes, Escola Municipal Padre Brandão Lima, Centro Municipal de Educação Infantil Luiz Calheiros Júnior, Escola Municipal Major Bonifácio da Silveira e o Centro Municipal de Educação Infantil Braga Neto.
Nova escola terá padrão Sesi
A nova escola será construída no método Light Steel Frame, com estrutura moderna de dois pavimentos e 12 espaços de aprendizagem, além de laboratórios de ciências, salas de robótica, informática, artes, maker e áreas de convivência. O projeto pedagógico será inspirado no modelo das Escolas de Referência do Serviço Social da Indústria (Sesi), com apoio técnico contínuo após a entrega por meio do Programa SESI de Gestão Educacional (PSGE).
Segundo a gerente executiva de Educação do SESI/AL, Clarisse Barreiros, a proposta adota metodologias ativas, cultura digital e estímulo ao protagonismo estudantil. O suporte do SESI inclui formação de professores, estruturação do projeto político-pedagógico e análise de indicadores educacionais com base em evidências.
“A proposta contempla metodologias ativas, organização curricular por áreas do conhecimento, cultura digital e estímulo ao protagonismo estudantil. Após a entrega da escola, o SESI continuará atuando com assessoria técnico-pedagógica, por meio do Programa SESI de Gestão Educacional (PSGE)”, detalhou.

Durante visita ao canteiro de obras, o presidente da FIEA, José Carlos Lyra, destacou o impacto social do projeto. “Estaremos entregando não apenas uma estrutura física de excelência, mas um espaço pensado para promover transformação social por meio da educação”, afirmou.
Leia mais: AL pode ter aeroporto em Arapiraca e voos internacionais em Maragogi












