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PGR pede ao Supremo prisão preventiva de Carla Zambelli, que está fora do país

Para a Procuradoria-Geral da República, a ausência compromete a execução da pena. STF deve decidir sobre prisão preventiva e inclusão de Carla Zambelli em lista da Interpol
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Carla Zambelli deputada federal pedido de prisão PGR
Carla Zambelli confirmou que está fora do Brasil há alguns dias e que não pretende retornar no curto prazo. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu na tarde desta terça-feira (3) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A solicitação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes após a parlamentar informar pela manhã que deixou o Brasil. Em entrevista a um canal no YouTube, Zambelli disse que saiu do país para fazer um tratamento de saúde e que vai pedir licença do mandato. Ela disse que deve permanecer na Europa, mas não informou o local exato.

No STF, Carla Zambelli i condenada em 14 de maio pela 1ª turma do STF a 10 anos e 8 meses de prisão, além da perda do mandato e dos direitos políticos, pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023. A deputada também terá que pegar R$ 2 milhões em danos coletivos. O processo está em fase de recurso.

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado  e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Deputada confirma que está fora do Brasil

Em entrevista a uma rádio bolsonarista na manhã desta terça, Carla Zambelli confirmou que está fora do Brasil há alguns dias e que não pretende retornar no curto prazo. A defesa da deputada sustenta que sua saída ocorreu antes da expedição da ordem de prisão e que ela não está em condição de foragida.

Segundo informações apuradas, o destino da parlamentar seria um país europeu, ainda não revelado oficialmente. Com o pedido da PGR, o ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF, deverá decidir se autoriza a expedição do mandado de prisão e eventual inclusão da parlamentar em mecanismos de cooperação internacional, como a difusão vermelha da Interpol.

Carla Zambelli responde por caso nas Eleições

Carla Zambelli responde a outro processo criminal no STF. Em agosto de 2023, Zambelli virou ré no Supremo pelo episódio em que ela sacou uma arma de fogo e perseguiu o jornalista Luan Araújo às vésperas do segundo turno das eleições de 2022.

A perseguição começou após Zambelli e Luan trocarem provocações durante um ato político no bairro dos Jardins, em São Paulo.

Até o momento, o Supremo registrou placar de 6 votos a 0 para condenar a parlamentar a cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto. No entanto, um pedido de vista do ministro Nunes Marques adiou a conclusão do julgamento.

Líder do PT na Câmara

Mais cedo, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou uma representação na PGR. O líder do PT na Câmara dos Deputados quer que o principal órgão de cúpula do Ministério Público Federal (MPF) adote as providências necessárias para que o Poder Judiciário determine a prisão da deputada federal Carla Zambelli.

“Protocolei representação à PGR com pedido de decretação de prisão preventiva da deputada federal”, informou Farias, em suas redes sociais. Na mesma publicação, o petista afirma ter requisitado que, além de pedir ao STF a prisão preventiva de Zambelli, a PGR solicite a inclusão do nome da parlamentar no alerta global da Interpol.

Farias também pediu que a PGR inicie os procedimentos de extradição de Zambelli; o bloqueio de valores pertencentes à deputada e que oficie o Ministério das Relações Exteriores para que revogue o passaporte diplomático dela.

Defesa deixa o caso

Após Zambelli informar que saiu do Brasil, o advogado Daniel Bialski deixou a defesa da deputada.

“Eu fui apenas comunicado pela deputada que estaria fora do Brasil para dar continuidade a um tratamento de saúde. Todavia, por motivo de foro íntimo, estou deixando a defesa da deputada”, disse o advogado.

Leia mais: Condenada, Carla Zambelli diz estar fora do país e não pretende retornar

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