
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira (29) o redução no reajuste tarifário anual da Equatorial Alagoas, tanto para a faixa B1, que atende consumidores residenciais quanto para consumidores cativos. A redução média em ambas as classes ficou em 6,7 % e já começa a valer a partir do próximo dia 03 de maio.
O reajuste deve impactar, segundo a própria Aneel, cerca de 1,4 milhão de unidades consumidoras nos 102 municípios do estado que são atendidos pela Equatorial em Alagoas.
Conforme a decisão da Agência, os consumidores residenciais classe B1 terão acesso a uma redução de 6,99% na tarifa. Já nas classes de consumidores cativos, que engloba unidades rurais, industriais, comércio e iluminação pública, os reajustes para as classes de baixa e alta tensão terão queda de 6,79%.
A Equatorial também solicitou o diferimento de R$ 150 milhões, que foi aprovado pela ANEEL e tem como objetivo atenuar a volatilidade tarifária entre 2025 e 2026.
O reajuste tarifário anual (RTA) acontece nos anos em que não ocorrem reajustes tarifários periódicos (RTP). No reajuste anual, é realizado cálculos e levam em consideração fatores como custos de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, além de impostos e outros encargos.
Segundo o superintendente de Políticas Energéticas da Secretaria de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Sedics), Bruno Macedo, o reajuste negativo é resultado de um esforço técnico e institucional que envolveu a Aneel, a distribuidora e o Conselho de Consumidores da Equatorial Alagoas (Ccedal), do qual a Sedics faz parte.
Ele afirma que a decisão reforça o compromisso do Estado com políticas que promovam a modicidade tarifária e a sustentabilidade do setor elétrico. Além de aliviar o custo da energia para as famílias, a medida favorece o consumo consciente, melhora a competitividade de pequenos negócios e estimula a economia local nos 102 municípios alagoanos.
“O reajuste tarifário negativo homologado pela Aneel para Alagoas é reflexo de trabalho conjunto envolvendo a agência reguladora, a distribuidora e o Ccedal, representado por seus integrantes dos segmentos residencial, comercial, rural e industrial, além do poder público estadual”, afirma Macedo.
Pernambuco terá aumento médio de 3% na conta de energia, define Aneel
Também em decisão proferida hoje, a Agência Nacional decidiu que a Neoenergia Pernambuco terá um aumento de 2,85% para consumidores residenciais da classe B1 e de 3% para consumidores de baixa tensão.
Segundo a Aneel, a revisão em questão foi impactada, especialmente, por custos com distribuição, transporte, transmissão, compra de energia e encargos setoriais, além de retirada de componentes financeiros.
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