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EUA prometem novos ataques contra o Irã e querem gerenciar Estreito de Ormuz

Donald Trump criticou o Irã pelo rompimento de acordos e afirmou que o governo norte-americano assumirá o controle e a proteção da rota de petróleo
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  1. Trump anuncia novos ataques militares contra Irã por descumprimento de acordos bilaterais anteriores
  2. EUA pretendem assumir controle administrativo e operacional do Estratégico Estreito de Ormuz
  3. Trump exige reembolso financeiro de nações aliadas ricas para cobrir custos militares americanos
  4. Irã rompe acordo provisório recente e suspende trânsito de embarcações no estreito
  5. Guarda Revolucionária iraniana condiciona normalização marítima ao fim das intervenções militares americanas
Donald Trump
O presidente dos EUA ressaltou que vai exigir o reembolso financeiro de outras nações ricas aliadas para cobrir os custos e os riscos assumidos pelos soldados norte-americanos que atuam na proteção daquela região. Foto: RS/Fotos Públicas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o governo norte-americano atingirá o Irã com muita força militar devido ao descumprimento de acordos bilaterais anteriores. Em entrevista ao programa à Fox News, nesta segunda-feira (13), o líder americano criticou a postura de Teerã e afirmou que as forças dos EUA realizaram fortes investidas militares na noite anterior como resposta imediata ao envio de drones iranianos.

​Diante do agravamento das hostilidades, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos pretendem assumir o controle administrativo e operacional do Estreito de Ormuz, atuando diretamente como uma espécie de guardião da via marítima.

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O presidente dos EUA ressaltou que vai exigir o reembolso financeiro de outras nações ricas aliadas para cobrir os custos e os riscos assumidos pelos soldados norte-americanos que atuam na proteção daquela região.

​Rompimento de acordos e escalada militar no Golfo

De acordo com o chefe do Executivo norte-americano, um tratado provisório fechado recentemente entre os dois países foi quebrado pelos iranianos. Donald Trump argumentou que o histórico de negociações aponta que o Irã costuma romper os compromissos assumidos e que, por conta desse comportamento recorrente de desrespeito aos dez acordos já tentados, os Estados Unidos decidiram agir com firmeza por meio de uma ofensiva contundente.

​A nova onda de violência põe em xeque o futuro do pacto assinado no mês passado, cujo propósito central era reabrir o estreito e interromper a guerra após mais de 60 dias de conversações.

No entanto, o ritmo e o alcance geográfico das hostilidades aumentaram significativamente, uma vez que o Irã tenta reafirmar o controle na área, enquanto Trump considera formalmente encerrado o cessar-fogo estabelecido.

​Posicionamento do Irã e ameaças ao setor energético

Pelo lado iraniano, o principal negociador do país, Mohammad Baqer Qalibaf, manifestou-se por meio da rede social X, indicando que o período de termos unilaterais chegou ao fim e que os norte-americanos sofreriam as consequências por não cumprirem com a palavra.

Além disso, o comando da Guarda Revolucionária do Irã emitiu um comunicado oficial reforçando que a normalização do tráfego marítimo só ocorrerá quando as intervenções militares dos Estados Unidos na via forem totalmente encerradas.

​O governo de Teerã comunicou no domingo (12) que o trânsito de embarcações continua suspenso devido a uma suposta passagem não autorizada detectada no sábado (11).

Os militares iranianos informaram que as novas autorizações de navegação dependem da restauração da calma regional e alertaram que a insistência na interferência estrangeira pode provocar incidentes muito mais graves nas estruturas globais de petróleo e gás.

​Impactos econômicos e troca de bombardeios

O conflito armado na região do Golfo começou em 28 de fevereiro, impulsionado pelas forças dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraquiano. Como contraofensiva, as tropas iranianas atacaram nações vizinhas que abrigam bases operacionais dos EUA, gerando instabilidade na cadeia logística.

O bloqueio do Estreito de Ormuz provocou uma alta imediata nos preços internacionais de energia e pressionou a inflação global. ​Durante o último fim de semana e ao longo desta segunda-feira, as forças armadas de Washington e Teerã travaram intensos combates com mísseis e drones.

O governo do Irã declarou publicamente que obteve sucesso em atingir instalações e bases de uso militar dos Estados Unidos espalhadas pela região do Golfo, justificando a manutenção do fechamento da via marítima essencial para o abastecimento global de combustíveis.

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