
A vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para o primeiro turno da eleição presidencial recuou para seis pontos percentuais. De acordo com a pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (13), o atual chefe do Executivo registra 40% das intenções de voto, contra 34% do parlamentar.
No levantamento anterior, a distância entre os dois candidatos era de oito pontos percentuais, quando o placar marcava 42% a 34%. Em um eventual segundo turno entre os dois líderes da disputa, o cenário indica um empate técnico no limite da margem de erro, que é de dois pontos percentuais.
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O atual presidente aparece com 47% das intenções de voto e o senador alcança 44%, repetindo exatamente os mesmos índices constatados na sondagem do fim de junho. Os votos brancos, nulos ou em nenhum somam 8%, enquanto os eleitores indecisos representam 1%.
Desempenho dos demais candidatos no primeiro turno
Abaixo dos dois primeiros colocados, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado aparece na terceira posição com 5% das intenções de voto. Ele está empatado tecnicamente com o ativista Renan Santos e com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, que registraram 4% cada um.
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa e Augusto Cury aparecem em seguida, ambos com 2% da preferência do eleitorado. O deputado federal Aécio Neves atinge 1% das intenções de voto, e Cabo Daciolo não pontuou neste cenário. Brancos, nulos ou nenhum somam 6%, e 3% não souberam responder.
Simulações de segundo turno com outros nomes
A pesquisa também testou a força do atual mandatário contra outros potenciais concorrentes em cenários de segundo turno. O presidente venceria o ex-governador Romeu Zema por 47% a 40%. Nesse cenário, a votação registraria 11% de brancos e nulos e 2% de indecisos.
Em um embate direto contra Ronaldo Caiado, o atual chefe do Executivo também manteria os 47% contra 38% do político goiano, com 13% de brancos e nulos e 2% de indecisos. Contra o ativista Renan Santos, o candidato à reeleição alcançaria 49% ante 35% do adversário, gerando 14% de votos brancos ou nulos e 2% de eleitores indecisos.
Índices de rejeição dos concorrentes à Presidência
No quesito rejeição, o deputado federal Aécio Neves lidera o indicador com 61% de eleitores que afirmam que não votariam nele de jeito algum. Flávio Bolsonaro aparece logo atrás, sendo rejeitado por 50% dos entrevistados, uma oscilação dentro da margem em relação aos 51% anteriores.
O presidente Lula é rejeitado por 46% da população, apresentando um recuo de três pontos percentuais desde junho. Os demais nomes pontuaram com 44% de rejeição para Cabo Daciolo, 36% para Romeu Zema e 30% para Augusto Cury.
Ronaldo Caiado, Renan Santos e Joaquim Barbosa registraram a mesma taxa de repulsa, com 33% de citações negativas cada um. Na outra ponta sobre a fidelidade a Lula, 36% dizem que ele é o único em quem votariam e 16% admitem que poderiam votar.
Avaliação e aprovação do Governo Federal
A administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é classificada como ruim ou péssima por 41% dos entrevistados, variando um ponto percentual para baixo frente ao levantamento passado. Aqueles que avaliam a gestão federal como ótima ou boa somam 35%, enquanto o grupo que a considera regular atinge 24%. Os indecisos totalizam 1%.
Quando questionados de forma direta sobre a aprovação da gestão petista, o eleitorado se dividiu de forma exata. O levantamento aponta que 47% dos brasileiros aprovam o governo em vigor, ao passo que outros 47% declaram desaprovação. O contingente de pessoas que não souberam ou preferiram não responder soma 6%.
Perfil de preferência política e decisão do eleitor
O instituto buscou identificar a preferência política geral da população sobre o perfil do próximo governante e constatou que 36% dos cidadãos querem a permanência de Lula. Outros 32% manifestaram o desejo de eleger um nome apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 27% declararam preferir uma terceira via sem ligação com os dois líderes, um avanço de seis pontos percentuais comparado a junho.
Entre os eleitores que já apontam uma escolha para a Presidência, o grau de fidelidade é elevado, visto que 70% afirmam que o voto está totalmente decidido e não sofrerá alterações até o mês de outubro. Por outro lado, 29% sinalizam que o posicionamento atual ainda pode mudar ao longo do processo, e 1% não opinou.
Motivações do voto no segundo turno
Os pesquisadores também detalharam os fatores que impulsionam os votos no principal cenário de segundo turno entre o atual mandatário e o senador fluminense. Do lado dos eleitores que apoiam o atual presidente, 75% justificam a opção por considerá-lo tecnicamente o melhor candidato para administrar o país.
Em contrapartida, 19% dos apoiadores do petista admitem que o voto é motivado principalmente pela intenção de barrar e impedir o sucesso eleitoral do senador Flávio Bolsonaro. O grupo de entrevistados que não soube especificar as razões ou que decidiu não responder à pergunta somou 6%.
Metodologia e registro da pesquisa
O levantamento estatístico coletou informações de 2.003 participantes com idade a partir de 16 anos. As entrevistas ocorreram via contato telefônico ao longo dos dias 10, 11 e 12 de julho.
Os dados possuem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança global estabelecido em 95%. O estudo foi devidamente inscrito perante o Tribunal Superior Eleitoral sob o número de protocolo oficial BR-07981/2026.
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