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Lençóis, na Bahia, representa Nordeste em disputa global por selo da ONU Turismo

Porta de entrada da Chapada Diamantina, Lençóis é o único nordestino entre sete brasileiros indicados ao selo Melhores Vilas Turísticas do Mundo. Resultado sai em dezembro, em Buenos Aires
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  1. Lençóis é único representante do Nordeste entre sete municípios brasileiros na disputa pelo selo de Melhores Vilas Turísticas da ONU.
  2. Resultado da competição global com 261 localidades será divulgado em dezembro em Buenos Aires, Argentina.
  3. Cidade nasceu como núcleo de mineração em 1845 e foi maior produtora mundial de diamantes entre 1845 e 1871.
  4. Patrimônio arquitetônico de Lençóis foi tombado pelo Iphan em 1973, abrangendo 570 imóveis do século XIX na Serra do Sincorá.
  5. Candidatura se sustenta na participação comunitária, com guias locais e empreendedores conduzindo experiências de ecoturismo e aventura na região.
Lençóis Bahia Chapada Diamantina representa o Nordeste em disputa global por selo da ONU Turismo
Porta de entrada da Chapada Diamantina, Lençóis reúne patrimônio histórico, riqueza natural e forte participação comunitária no desenvolvimento do turismo. Foto: Instagram/Prefeitura de Lençóis

A cidade de Lençóis, na Bahia, é o único destino do Nordeste entre os sete municípios brasileiros indicados ao selo Melhores Vilas Turísticas do Mundo, concedido pela ONU Turismo. O resultado será divulgado em dezembro, em Buenos Aires, na Argentina.

A seleção foi anunciada pelo Ministério do Turismo nesta quinta-feira (2). As candidaturas brasileiras concorrem com outras 261 localidades de todo o mundo. Para disputar o selo, cada destino precisa ter população de até 15 mil habitantes, estar situado em paisagem com atividades tradicionais como agricultura, pecuária ou pesca e manter estilo de vida comunitário.

O conjunto arquitetônico e paisagístico de Lençóis foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1973. A área de proteção abrange 570 imóveis em um núcleo urbano situado na encosta oriental da Serra do Sincorá, na região da Chapada Diamantina. O acervo é formado por casas e sobrados da segunda metade do século XIX, construídos em adobe, pedra e estruturas de madeira com vedação em taipa de mão.

A cidade nasceu como núcleo de mineração em 1845, com a descoberta de minas de diamantes. Entre 1845 e 1871, Lençóis foi a maior produtora mundial de diamantes e a terceira cidade mais importante da Bahia, funcionando como entreposto de exportação de produtos minerais para a Europa. A localidade chegou a abrigar um vice-consulado da França para facilitar o comércio de pedras preciosas.

Segundo o Ministério do Turismo, a candidatura de Lençóis ao selo da ONU Turismo se sustenta na participação comunitária no desenvolvimento turístico. Guias locais e empreendedores da própria cidade conduzem as experiências de ecoturismo e aventura que movimentam a economia do município, que funciona como base logística para trilhas de longo curso e roteiros de escalada no Parque Nacional da Chapada Diamantina.

Além de Lençóis, mais seis indicados no Sul e Sudeste

Os demais candidatos brasileiros estão nas regiões Sul e Sudeste. Araçá, distrito de Porto Belo (SC), tem cerca de 1.100 habitantes e economia baseada na pesca artesanal. Conceição de Ibitipoca, distrito de Lima Duarte (MG), fica na Serra da Mantiqueira, vizinha ao Parque Estadual do Ibitipoca.

Delfinópolis (MG), na região da Serra da Canastra, associa turismo de aventura à produção de Queijo Minas Artesanal e Café da Canastra. Holambra (SP), conhecida como Capital Nacional das Flores, preserva a herança da imigração holandesa e atrai visitantes pela cadeia produtiva de plantas ornamentais.

São José do Barreiro (SP), no Vale do Paraíba, reúne fazendas históricas do ciclo do café e acesso à Serra da Bocaina. Vila Flores (RS), na Serra Gaúcha, é reconhecida como Capital Estadual do Filó e mantém roteiros de turismo rural ligados à cultura italiana.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, afirmou que o turismo rural e de natureza é “um dos maiores motores de inclusão social e geração de emprego e renda”. Segundo ele, a seleção das vilas mostra como o Brasil alia desenvolvimento econômico e conservação ambiental.

*Com informações da Agência Gov

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