
A Receita Federal realiza nesta terça-feira (30) o pagamento do segundo lote da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026 e de lotes residuais de anos anteriores. Ao longo do dia, o órgão vai liberar um total de R$ 16 bilhões para 9.585.797 contribuintes. Este lote se tornou o maior da história em número de pessoas beneficiadas.
Em termos financeiros, o montante atual se equipara aos R$ 16 bilhões desembolsados no primeiro lote, ocorrido em maio. Contudo, o volume de declarantes atendidos neste fim de junho supera o pagamento anterior em 835,8 mil pessoas físicas.
Com essa liberação, a Receita Federal esgota 80% de todas as restituições previstas para este ano, tanto em recursos financeiros quanto em total de cidadãos contemplados.
Segundo a Receita Federal, o lote recorde ocorreu por causa da “agilidade no processamento das declarações e do avanço das ferramentas de modernização e automação adotadas pelo órgão”.
Do montante global de R$ 16 bilhões disponibilizados para o dia de hoje, uma fatia correspondente a R$ 4,494 bilhões atende exclusivamente aos cidadãos que possuem algum tipo de prioridade garantida por lei.
Como funciona a divisão dos grupos prioritários
A distribuição dos beneficiados neste lote destina a maior fatia para quem utilizou a declaração pré-preenchida ou escolheu o Pix por meio do CPF como forma de recebimento.
Esse grupo, que possui prioridade não determinada por lei, soma 7.709.752 pessoas. Na sequência, aparecem os contribuintes que têm de 60 a 79 anos de idade, totalizando 1.106.923 cidadãos atendidos.
O lote também contempla outros três públicos com prioridades previstas na legislação nacional. São 507.768 profissionais cuja maior fonte de renda declarada seja o magistério; 155.060 idosos com idade acima de 80 anos; e mais 106.294 pessoas com deficiência física ou mental ou portadoras de doença grave.
Neste pagamento específico de junho, não há repasses voltados para contribuintes que estão fora das regras de prioridade.
Onde consultar o extrato do Imposto de Renda
A listagem de quem tem direito ao dinheiro está liberada para verificação desde a terça-feira (23) no site oficial do órgão na internet. O cidadão precisa acessar a área “Meu Imposto de Renda” e acionar a opção “Consultar a Restituição”.
A verificação dos dados também pode ser efetuada por meio do aplicativo oficial da Receita Federal desenvolvido para tablets e celulares. A sistemática de devolução dos valores mudou temporariamente para o calendário atual.
Neste ano, a instituição governamental diminuiu de cinco para quatro a quantidade de lotes regulares de restituição. De acordo com o novo cronograma estipulado, os pagamentos ocorrem sempre nos dias finais dos meses de maio, junho, julho e agosto de 2026.
Procedimentos para depósitos e malha fina
O crédito em conta bancária ou via Pix do tipo CPF é enviado de forma automática pelas instituições financeiras ao longo de todo o dia de hoje. Os cidadãos que não localizarem o nome na lista atual devem acessar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) para emitir o extrato do documento.
Ao achar algum erro, o contribuinte pode transmitir uma declaração retificadora para ingressar nos próximos lotes.
Se houver alguma inconsistência que impeça o depósito automático, como no caso de contas correntes ou de poupança que foram desativadas, os valores ficam guardados para resgate pelo prazo de até um ano nas agências do Banco do Brasil.
O agendamento desse dinheiro pode ser feito em qualquer conta bancária de mesma titularidade pelo Portal BB ou pelos telefones de atendimento do banco. Para movimentar o dinheiro retido no banco, o cidadão deve ligar para o número 4004-0001 nas capitais ou para o 0800-729-0001 nas outras cidades do país.
Há ainda o telefone 0800-729-0088 para atendimento exclusivo de pessoas com deficiência auditiva. Se o prazo de doze meses passar sem que ocorra a retirada do dinheiro, o contribuinte precisará formalizar uma nova requisição eletrônica diretamente por meio do sistema e-CAC.
Com informações da Agência Brasil.
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