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IA já é realidade em seis em cada dez empresas na área de treinamento

Apesar do avanço, há gargalos. O principal desafio apontado pelos respondentes é o baixo engajamento dos colaboradores no uso da IA
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  1. Quase 60% das empresas brasileiras já utilizam IA em processos de treinamento e desenvolvimento corporativo, segundo pesquisa Twygo.
  2. ChatGPT, Gemini e Copilot lideram ferramentas de IA adotadas por profissionais de treinamento nas corporações brasileiras.
  3. Baixo engajamento de colaboradores é principal desafio em 57% dos casos, seguido por dificuldade de medir resultados.
  4. Cultura organizacional e desenvolvimento de lideranças são temas estruturantes prioritários para empresas em programas de T&D.
  5. Profissionais atribuem nota 9,14 ao potencial transformador da IA em treinamento, mas apontam barreiras técnicas e de segurança.
A inteligência artificial a cada dia ganha mais espaço nas administrações públicas (Foto gerada por IA no Adobe Firefly)
IA/Foto gerada por IA no Adobe Firefly

A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante para se tornar parte da rotina das áreas de treinamento e desenvolvimento no Brasil. Pesquisa da Twygo, plataforma de criação e gestão de treinamentos corporativos, mostra que 59,93% das empresas já utilizam IA em processos de T&D, seja de forma pontual, seja em várias etapas estruturadas. O levantamento ouviu mais de 270 profissionais durante o evento Twygo Connect: IA na Prática.

O dado revela uma mudança importante na educação corporativa. A tecnologia vem sendo usada principalmente para criação de conteúdos de aprendizagem, diagnóstico de necessidades de treinamento, personalização de trilhas e análise de indicadores de desempenho. Entre as ferramentas mais citadas pelos profissionais estão ChatGPT, com 255 menções, Gemini, com 207, e Copilot, com 145.

Apesar do avanço, o setor ainda enfrenta gargalos tradicionais. O principal desafio apontado pelos respondentes é o baixo engajamento dos colaboradores, citado por 57,14% dos profissionais. Em seguida aparecem a dificuldade de medir resultados, com 29,30%, e a falta de orçamento, com 26,37%. A ausência de ferramentas de gestão, a falta de apoio da liderança e a dificuldade de produzir conteúdos também aparecem como entraves relevantes.

A pesquisa mostra que as empresas ainda concentram seus esforços de T&D em temas estruturantes. O fortalecimento da cultura organizacional foi citado por 48,35% dos respondentes, praticamente empatado com o desenvolvimento de lideranças, mencionado por 47,99%. Aumento de produtividade e redução de gaps técnicos aparecem em um segundo bloco de prioridades, indicando que as empresas veem o treinamento como instrumento de gestão, retenção e ganho de eficiência.

O perfil da amostra reforça a presença de empresas médias no levantamento. Organizações com 51 a 1.000 colaboradores representam mais da metade dos respondentes, enquanto companhias com mais de 5 mil funcionários somam 8,4% do total. Entre os profissionais ouvidos, predominam analistas, engenheiros, assistentes, coordenadores, supervisores, professores, instrutores e gerentes.

Mesmo com a adoção crescente, a IA ainda encontra barreiras para avançar de forma mais ampla. A falta de conhecimento técnico, o custo das soluções e o receio com privacidade e segurança dos dados são os principais pontos de atenção. Ainda assim, a expectativa é alta: os profissionais atribuíram nota média de 9,14, em escala de 0 a 10, para o potencial de transformação da IA no T&D nos próximos dois anos.

O levantamento indica que o futuro da educação corporativa deve combinar automação, personalização e análise de dados. Mas também deixa claro que tecnologia, sozinha, não resolve o problema. Para transformar treinamentos em resultados efetivos, as empresas terão de investir em cultura de aprendizagem, liderança engajada e métricas capazes de mostrar impacto real sobre produtividade, retenção e desempenho.

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