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Porto Piauí conclui balizamento e avança para primeiras operações ainda em 2026

Com canal sinalizado e Terminal de Uso Privado (TUP) no Novo PAC, Porto Piauí, em Luís Correia, prepara importação de fertilizante e exportação de minério de Piripiri
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  1. Sistema de sinalização náutica concluído com 19 boias e dois faroletes operacionais no porto piauiense.
  2. Equipamentos utilizam iluminação LED com placas solares e frequências individualizadas para identificação precisa.
  3. Primeiras operações comerciais previstas para 2026 com importação de fertilizante e exportação de minério.
  4. Porto Piauí incluído no Novo PAC em maio com garantia de recursos federais para infraestrutura.
  5. Foco em 2026 abrange alfandegamento, plataformas de carga, subestação de energia e sinalização completa.
Porto Piauí conclui balizamento e avança para primeiras operações ainda em 2026
Equipamentos possuem iluminação em LED alimentada por placas solares, e cada um deles pisca em uma frequência específica, permitindo que os navegadores consigam identificá-los com precisão mesmo a longas distâncias. Foto: Ascom Porto Piauí

O Porto Piauí concluiu a implantação do sistema de sinalização náutica do canal de navegação do Porto de Luís Correia, etapa que habilita a estrutura para o tráfego de embarcações de grande porte. Com o balizamento e a iluminação técnica instalados, o complexo portuário piauiense passa a cumprir os requisitos exigidos pela Marinha do Brasil para o início das operações comerciais regulares previstas para ainda este ano.

O sistema é composto por 19 boias coloridas e dois faroletes fixos. As boias dividem-se em três cores e delimitam o trajeto dos navios do mar até os berços de atracação: as encarnadas marcam a margem esquerda do canal, as verdes a margem direita e a amarela indica o fim do percurso, no sentido mar-porto. No vocabulário marítimo, usa-se o termo “encarnado” no lugar de vermelho — diferenciação tradicional adotada para evitar confusões com o termo “verde” nas comunicações náuticas.

Os faroletes estão instalados nos molhes do quebra-mar e na margem do rio Igaraçu, na margem oposta ao porto. Todos os equipamentos operam com iluminação em LED alimentada por placas solares e frequências de piscamento individualizadas, que permitem identificação precisa mesmo a longas distâncias.

Primeiras cargas do Porto Piauí

Em abril, o governador Rafael Fonteles anunciou que as primeiras operações do porto serão voltadas à importação de fertilizante marinho e à exportação de minério de ferro extraído na região de Piripiri. O minério, atualmente transportado até o Ceará para embarque, passará a ser escoado pelo litoral piauiense. “De fato, esse tema do Porto ainda gera muita dúvida, mas o fato é que temos avançado e teremos os dois primeiros produtos sendo importados ou exportados pelo terminal neste ano”, disse Fonteles.

O governador destacou que a viabilidade econômica do porto depende de escala de cargas: “O que viabiliza economicamente um porto é ter carga. O Piauí já é um grande exportador de grãos e passou a ser também de minério, o que fortalece esse projeto.” A exportação de grãos deve ser incorporada à pauta nas etapas seguintes.

Novo PAC e alfandegamento

O Terminal de Uso Privado (TUP) de Luís Correia foi incluído no Novo PAC em maio, pela Resolução CGPAC nº 13, publicada no Diário Oficial da União no dia 6. A inclusão garante acesso a recursos federais para obras de infraestrutura e reforça o interesse nacional no projeto. O presidente da Companhia Porto Piauí, Raimundo Dias, apontou que o foco de 2026 está na conclusão do processo de alfandegamento, na instalação das primeiras plataformas operacionais de movimentação de cargas, na conclusão da subestação de energia do complexo e na finalização da sinalização do canal — etapa agora cumprida com o balizamento.

A Companhia Porto Piauí é uma sociedade de economia mista que implanta a infraestrutura primária do TUP e articula a chegada de parceiros privados para a construção das demais áreas do complexo. O porto de Luís Correia está no litoral norte do Piauí e integra a estratégia de escoamento da produção do estado e da região do Matopiba pelo Atlântico.

*Com informações do Governo do Piauí

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