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Comitê debate investimentos de R$ 113 bilhões da Chamada Nordeste

Reunião na Sudene, no Recife, monitora investimentos em 189 projetos da NIB e traz panorama do setor turístico
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Foto: Sudene/Divulgação investimentos Chamada Nordeste
Reunião acontecerá na sede da Sudene e discutirá investimentos para indústria do Nordeste – Foto: Sudene/Divulgação

A articulação entre instituições financeiras federais e lideranças regionais volta ao centro do debate sobre desenvolvimento do Nordeste nesta semana. Nesta quarta-feira (25), o Comitê Regional das Instituições Financeiras Federais (Coriff), instância que reúne bancos públicos e órgãos de fomento, realiza reunião na sede da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), no Recife, com uma pauta que combina monitoramento de investimentos industriais e perspectivas para o turismo.

O encontro ocorre em um momento de forte expansão das expectativas em torno da Nova Indústria Brasil (NIB). Lançada em maio do ano passado com previsão inicial de R$ 10 bilhões em projetos voltados ao Nordeste, a iniciativa superou as expectativas. Foram selecionados 189 projetos que somam R$ 113 bilhões, um volume 11 vezes superior ao estimado originalmente.

Durante a reunião, os integrantes do Coriff devem avaliar o andamento dessas propostas, os desafios de financiamento e a capacidade de execução nos estados da região. A discussão também deve avançar sobre mecanismos de destravamento de projetos, integração entre linhas de crédito e maior agilidade nos processos de liberação de recursos, pontos considerados críticos para transformar a carteira robusta de investimentos em obras e operações concretas.

Investimentos em projetos industriais

A chamada voltada ao Nordeste já é apontada como a maior articulação de projetos industriais da história recente da região, reunindo propostas oriundas dos nove estados. As iniciativas estão direcionadas a cinco frentes consideradas estratégicas para o futuro produtivo nordestino: transição energética, bioeconomia, hidrogênio verde, data centers sustentáveis e indústria automotiva.

A amplitude dessas áreas revela uma tentativa de reposicionar o Nordeste em cadeias produtivas mais sofisticadas e alinhadas às transformações globais. A agenda de descarbonização, por exemplo, abre espaço para novos investimentos em energias renováveis e hidrogênio verde, enquanto a digitalização impulsiona projetos de data centers com menor impacto ambiental. Já a bioeconomia e o setor automotivo apontam para a diversificação da base produtiva regional.

A mobilização também marca um novo modelo de atuação coordenada entre instituições federais de fomento. Participam desse arranjo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e a Financiadora de Estudos e Projetos, que disponibilizam instrumentos como crédito, subvenção econômica não reembolsável e participação societária. A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste atua em parceria com o Consórcio Nordeste, contribuindo com inteligência territorial e definição de prioridades estratégicas para a região.

Esse alinhamento institucional é visto como um dos principais diferenciais da nova etapa de política industrial, ao permitir maior coordenação entre planejamento e financiamento. A expectativa é que essa atuação integrada reduza riscos, aumente a previsibilidade para investidores e acelere a implementação dos projetos, especialmente em setores que exigem maior volume de capital e inovação tecnológica.

Pauta inclui demandas do turismo

Outro eixo relevante da reunião será o turismo, atividade que tem ganhado protagonismo como vetor de desenvolvimento regional. O presidente do Consórcio Nordeste e governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), deve apresentar um panorama atualizado do setor e um conjunto de demandas estruturadas em projetos para o turismo nordestino, buscando alinhar financiamento e políticas públicas.

A proposta é ampliar a competitividade da região como destino nacional e internacional, com foco em investimentos em infraestrutura, conectividade aérea e qualificação da oferta de serviços. O turismo é considerado estratégico por seu potencial de geração de emprego e renda, além de sua capilaridade, alcançando desde grandes centros urbanos até destinos de menor porte.

São aguardados na reunião a diretora de Crédito Digital para MPMEs e Gestão do Fundo do Rio Doce do BNDES, Maria Fernanda Coelho, e o presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara. A presença dessas lideranças reforça o caráter estratégico do encontro, que busca alinhar diferentes frentes de desenvolvimento em uma agenda comum.

A reunião está marcada para as 14h, na sede da Sudene, e deve reunir representantes de bancos federais, gestores públicos e lideranças institucionais.

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