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Açúcar flerta os US$ 1,50 após romper teto contando com Índia

Estima-se que o segundo maior produtor mundial de açúcar não consiga atingir todo o volume de exportações autorizado
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ATR Cana de açúcar
Foto: Divulgação

Por Giovanni Lorenzon, especial para Movimento Econômico

Os preços do açúcar na ICE Futures conseguiram romper o teto de resistência dos US$ 1,45, após circular em torno desta franja por várias sessões.

Nesta terça-feira estão dando sequência ao bom momento e ameaçam ir para cima do US$ 1,50 por libra-peso, tendo como suporte principal a possibilidade de a Índia não cumprir sua meta de exportação.

Por volta das 9h15 (Brasília), o vencimento março andava em US$ 1,49, mais 0,73%.
O governo indiano havia dado ordem executiva para as usinas do país exportarem 1,5 milhão de toneladas nesta safra – que já está rodando há dois meses -, contra as exportações da temporada passada de 1 milhão/t.

Mas as tradings globais estão notando que as empresas indianas não conseguirão escoar todo esse volume, quando se assume que as cotações internacionais estão mais baixas que os preços comercializados domesticamente.

Quando o governo da Índia autorizou aquele volume, ainda assim era menor que as 2 milhões de toneladas que os traders contavam, o que limitou a pressão baixista que ocorreu após o anúncio quando as cotações quase desceram definitivamente para baixo de US$ 1,4.
Em outra ponta dos negócios do açúcar, na bolsa de futuros de Nova York, essa pressão altista neutraliza, inclusive, a queda do petróleo Brent, em Londres.

Mesmo com a valorização do etanol no mercado brasileiro, o recuo do óleo cru hoje, na casa dos US$ 62,40 o barril, estimularia a especulação de que as usinas tirem matéria-prima do biocombustível levando-a para açúcar, o que faria crescer a oferta e derrubar os preços do adoçante.

Só que as operações das usinas do Centro-Sul estão sendo finalizadas e a entressafra está chegando.

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