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Litoral sul: empreendimento de R$ 200 milhões entra em operação em PE

Entrega dos lançamentos do ARA Resorts neste sábado (31), em Muro Alto, marca expansão do grupo no mercado de segunda residência
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A infraestrutura do complexo inclui uma lâmina d’água de 3,5 mil metros quadrados e uma “praia interna” exclusiva, que utiliza elementos naturais para simular a experiência do mar dentro da estrutura do hotel. Foto: divulgação

O mercado de turismo e de ativos imobiliários de alto padrão em Pernambuco ganhou um novo fôlego desde sábado (31), com a entrega oficial de dois grandes complexos em Muro Alto, no litoral sul do estado. A ARA Resorts & Residences, braço do Grupo ARA, formaliza o início da operação do Samoa Villa Resort e a conclusão do Polinésia Villa Resort Residences. O movimento representa um aporte superior a R$ 200 milhões, consolidando a estratégia da empresa de integrar a hotelaria tradicional à rentabilidade de imóveis de lazer.

​A expansão no litoral sul reflete uma mudança na lógica de investimentos na região, onde o foco deixa de ser apenas a construção civil para se concentrar na gestão do ativo pós-entrega. Com as novas unidades, o grupo dobra sua capacidade operacional, somando 166 quartos no resort e 160 apartamentos no residencial.

O projeto sucede o Samoa Beach Resort, lançado em 2018, e reforça o posicionamento da linha Polinésia em um dos destinos mais valorizados do Nordeste brasileiro.

​O impacto econômico direto no litoral sul do estado se manifesta na geração de empregos. Das 270 contratações realizadas para a operação dos equipamentos, 80% foram preenchidas por moradores de Ipojuca e cidades vizinhas.

De acordo com Alexander Borges, diretor-executivo da ARA Resorts & Residences, o foco em gestão é o que garante a sustentabilidade do negócio. “Nosso diferencial não está apenas na construção e entrega, está no conceito e atuação na operação dos projetos, garantindo valorização e rentabilidade do produto”, explica o executivo.

Gestão híbrida e mercado de capitais

A aposta da empresa para atrair investidores é o modelo de administração continuada, que tenta mitigar os riscos comuns da segunda residência, como a depreciação e a vacância. Por meio da marca La Fleur Collection Vacation Homes, o grupo gerencia locações de curta temporada para os proprietários dos apartamentos, oferecendo serviços de manutenção e limpeza.

Na prática, o imóvel entra no portfólio do grupo e passa a ser operado com a estrutura de um resort, visando taxas de retorno acima da média do mercado imobiliário tradicional.

​O modelo busca profissionalizar um segmento que muitas vezes depende de plataformas informais de locação. Alexander Borges destaca que a gestão profissional protege o patrimônio do investidor.

“A hospedagem para períodos curtos já é uma realidade em destinos de praia, mas é também um risco quando praticada por meios que não garantem a preservação do patrimônio e não posicionam corretamente o valor da locação”, ressalta.

​Desempenho e fluxo turístico no litoral sul

Mesmo antes da inauguração oficial, a segunda unidade da bandeira Samoa registrou indicadores robustos durante sua fase de pré-abertura, iniciada em agosto de 2025. A taxa média de ocupação atingiu 75%, com os hóspedes permanecendo, em média, cinco dias no empreendimento.

O perfil do público é composto majoritariamente por turistas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de visitantes de países da América Latina, atraídos pela localização à beira-mar.

​A infraestrutura do complexo inclui uma lâmina d’água de 3,5 mil metros quadrados e uma “praia interna” exclusiva, que utiliza elementos naturais para simular a experiência do mar dentro da estrutura do hotel.

O projeto é integrado à Villa Muro Alto, um polo de convivência que oferece serviços de gastronomia e lazer abertos ao público, funcionando como um centro de conveniência para o destino turístico como um todo.

​Perspectivas de faturamento para 2026

Com a entrada em plena atividade das novas operações, a projeção da ARA Resorts & Residences é agressiva. A expectativa da diretoria é que a empresa consiga dobrar tanto o seu faturamento anual quanto o volume total de hóspedes atendidos já neste primeiro ciclo de operação.

O otimismo se baseia na maturação dos projetos anteriores e na demanda aquecida pelo litoral sul pernambucano, que continua a atrair capital voltado para o turismo de experiência e o lazer familiar.

​A consolidação do complexo em Muro Alto também serve como vitrine para futuros projetos do Grupo ARA, que planeja utilizar o sucesso da linha Polinésia como base para novas incursões no mercado de hospitalidade e multipropriedade.

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