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Desemprego cai a 5,6%, menor taxa desde 2012, mas NE segue acima da média

Desemprego no Brasil atinge 5,6% no terceiro trimestre, repetindo a menor taxa desde 2012. Apesar da melhora nacional, Nordeste permanece com 8,2%, refletindo desigualdades regionais. Bahia e Pernambuco registram os piores índices da região
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Juntos, os grupamentos da Agropecuária e da Construção geraram mais de 500 mil postos de trabalho frente ao trimestre móvel anterior, ajudando a reduzir a taxa de desemprego nacional. Foto: Helena Pontes/Agência IBGE de Notícias
Juntos, os grupamentos da Agropecuária e da Construção geraram mais de 500 mil postos de trabalho frente ao trimestre móvel anterior, ajudando a reduzir a taxa de desemprego nacional. Foto: Helena Pontes/Agência IBGE de Notícias

A taxa de desocupação no Brasil no trimestre encerrado em setembro de 2025 foi de 5,6%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice repete a menor taxa da série histórica iniciada em 2012. Apesar da tendência de melhora no cenário nacional, o Nordeste ainda registra indicadores superiores à média.

Segundo o IBGE, a taxa de desocupação na região foi de 8,2% no segundo trimestre de 2025. Entre os estados, Bahia e Pernambuco concentraram as maiores taxas, refletindo desigualdades regionais estruturais. A informalidade é também mais acentuada na região Nordeste, com destaque para o Maranhão e o Piauí, onde mais da metade da população ocupada atua em empregos informais.

Na comparação com o trimestre anterior, de abril a junho, a taxa nacional de desocupação havia sido de 5,8%. Em relação ao mesmo período de 2024, houve queda de 0,8 ponto percentual, quando a taxa estava em 6,4%. O número de pessoas desocupadas foi estimado em 6 milhões e 45 mil, o menor contingente registrado desde o início da série. Frente ao trimestre anterior, houve recuo de 3,3% (menos 209 mil pessoas) e, na comparação anual, a redução foi de 11,8% (menos 809 mil pessoas).

Rendimento e ocupação permanecem em alta

A população ocupada se manteve estável no trimestre, totalizando 102,4 milhões de pessoas, enquanto o nível de ocupação ficou em 58,7%. O número de empregados com carteira assinada no setor privado foi estimado em 39,2 milhões, um recorde na série histórica, com alta de 2,7% frente ao mesmo trimestre de 2024.

A massa de rendimento real habitual alcançou R$ 354,6 bilhões, novo recorde. Em relação ao mesmo período de 2024, houve crescimento de 5,5%, o equivalente a um acréscimo de R$ 18,5 bilhões. O rendimento médio real habitual ficou em R$ 2.999, apresentando estabilidade no trimestre e alta de 4,2% em 12 meses.

Além do desemprego: informalidade permanece alta, mas estável

A taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro foi de 37,8%, o que representa 38,7 milhões de trabalhadores em ocupações informais. O índice manteve-se estável frente ao trimestre anterior e teve redução de 1 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho recuou para 13,9%, a menor da série histórica. O número de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas caiu para 4,5 milhões, enquanto a força de trabalho potencial foi estimada em 5,2 milhões, ambos nos menores níveis desde 2016 e 2015, respectivamente.

Construção e agropecuária puxam crescimento por setor

Na análise por grupamento de atividade, houve aumento do número de ocupados nos setores de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (alta de 3,4%) e construção (alta de 3,4%). Por outro lado, recuaram as ocupações em comércio (queda de 1,4%) e serviços domésticos (queda de 2,9%).

Na comparação anual, destacaram-se os aumentos em transporte, armazenagem e correio (alta de 6,7%) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (alta de 3,9%).

Leia mais: PE e AL impulsionam empregos formais no Nordeste, revela Caged de setembro

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