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Caged: Nordeste responde por 29% das vagas formais criadas no país em julho

Segundo o Novo Caged, o Nordeste criou 37,9 mil vagas formais em julho de 2025, equivalente a 29% do saldo nacional. Bahia, Ceará e Pernambuco responderam por dois terços do resultado, enquanto o Piauí teve um dos maiores crescimentos relativos
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Caged Nordeste Brasil números carteira assinada empregos formais
O Nordeste soma 186.149 empregos formais até julho, consolidando-se como a segunda região do país em geração de postos no ano. Foto: Valdecir Galor/SMCS

O Nordeste foi responsável pela criação de 37.908 empregos com carteira assinada em julho de 2025, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quarta-feira (27). O número equivale a 29% do saldo nacional e coloca a região como a segunda maior geradora de vagas no mês, atrás apenas do Sudeste.

No acumulado do ano, o Nordeste soma 186.149 empregos, também ocupando a segunda posição entre as regiões. O resultado mostra o peso crescente do Nordeste na formação do emprego formal, ainda que o estoque regional, de 7,1 milhões de vínculos ativos, represente apenas 15% do total do país, estimado em 48,5 milhões.

A performance foi impulsionada pela Bahia, Ceará e Pernambuco, que somaram 24,2 mil vagas e responderam por quase dois terços do saldo nordestino. Na Bahia, a geração de postos concentrou-se nos serviços (+3,3 mil) e na indústria (+2,5 mil). No Ceará, serviços (+2,3 mil) e construção (+1,8 mil) tiveram maior peso, enquanto em Pernambuco os serviços adicionaram 2,8 mil vagas, seguidos pela agropecuária (+1,2 mil) e pela construção (+1,1 mil).

Além do peso absoluto, o Piauí se destacou pelo desempenho proporcional. O saldo de 2.985 postos representou alta de 0,80% sobre o estoque estadual, o que colocou o estado entre os três maiores crescimentos relativos do Brasil em julho, ao lado de Mato Grosso (+0,97%) e Amapá (+0,79%). Esse dado mostra como mercados de trabalho menores, quando aquecidos, podem apresentar variações mais expressivas.

Acumulado do ano no Nordeste e tendências

De janeiro a julho, o Nordeste soma 186.149 empregos formais, consolidando-se como a segunda região do país em geração de postos no ano. A Bahia responde por 77,3 mil vagas no acumulado, seguida por Pernambuco (+33,0 mil) e Ceará (+32,9 mil). Apenas Alagoas apresenta retração no período, com saldo negativo de 5,6 mil postos, reflexo da queda na agroindústria.

O desempenho regional acompanha a tendência nacional. O Brasil criou 129.775 vagas em julho, totalizando 1,34 milhão de empregos formais no ano. Em 12 meses, de junho de 2024 a julho de 2025, o saldo é de 1,52 milhão de postos.

Brasil: setores, estados e perfil dos trabalhadores

Todos os cinco grandes setores da economia tiveram saldo positivo em julho. Os serviços lideraram com 50,1 mil vagas, seguidos por comércio (+27,3 mil), indústria (+24,4 mil), construção (+19,0 mil) e agropecuária (+8,8 mil). No acumulado de janeiro a julho, os serviços concentram 688,5 mil vagas, a indústria 253,4 mil, a construção 177,3 mil, o comércio 119,2 mil e a agropecuária 109,2 mil.

O resultado foi positivo em 25 das 27 unidades da federação. São Paulo liderou em números absolutos, com 42.798 empregos em julho e 390,6 mil no ano, seguido por Mato Grosso (+9.540 no mês) e pela Bahia, que aparece entre os maiores saldos do país.

O recorte populacional mostra que os homens responderam por 72,9 mil vagas em julho, enquanto as mulheres criaram 56,8 mil, com destaque para os setores de serviços e comércio. Os jovens de 18 a 24 anos foram os mais contratados, com 94,9 mil empregos, e os adolescentes de até 17 anos tiveram saldo de 26,3 mil postos, principalmente no comércio e na indústria de transformação.

Contexto macroeconômico e sazonalidades

A geração de empregos no Nordeste também está ligada a fatores sazonais e estruturais. A alta em serviços está relacionada ao turismo e ao setor de educação, que registra contratações no segundo semestre. Já a construção civil segue beneficiada por programas habitacionais e obras de infraestrutura em execução nos principais estados.

Por outro lado, a agropecuária teve desempenho modesto na região, diferente do Centro-Oeste, que concentrou parte do crescimento nacional, sobretudo em Mato Grosso. Essa diferença reforça a estrutura produtiva distinta entre as regiões: enquanto o Centro-Oeste responde com força à dinâmica das safras agrícolas, o Nordeste depende mais do dinamismo urbano e de políticas de incentivo ao setor de serviços.

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