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Novo superintendente da Sudene quer diálogo sobre futuro da Transnordestina

A posse do novo gestor da Sudene contou com a presença de líderes políticos e empresariais
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A posse do superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre, contou com a presença de líderes políticos e empresariais. Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

O novo superintendente da Sudene, o engenheiro pernambucano Francisco Ferreira Alexandre, tomou posse, nesta segunda-feira (25), numa solenidade no Recife que contou com a participação de líderes políticos e empresariais. Ao assumir, o novo gestor prometeu avançar no projeto inteiro da Ferrovia Transnordestina e dialogar com todos os estados sobre o futuro do empreendimento. Na ocasião, o presidente do Grupo EQM e do Movimento Econômico, o empresário Eduardo de Queiroz Monteiro foi representado pelo diretor Executivo do Grupo EQM, Paulo Pugliesi.

“Não há essa discussão se tem disputa desse ou daquele estado. O que nós temos é um trecho que está mais avançado e o outro que está menos avançado. As análises e os projetos estão todos sendo encaminhados e é isso que nós vamos fazer no próximo período, conversando com o governo, dialogando com todos os estados. Para nós é importante a conclusão da obra para a região Nordeste, para Pernambuco, para o Ceará, para o Piauí, para a Bahia, para todos os estados da região. Na medida que você interliga, traz desenvolvimento e é este o nosso papel”, afirmou Francisco. 

Francisco argumentou que o compromisso do governo federal é com a ferrovia inteira. A autarquia tornou-se uma das grandes financiadoras da Ferrovia Transnordestina.

Ainda na posse, Francisco citou as inúmeras possibilidades para alavancar o desenvolvimento regional, fortalecendo algumas cadeias produtivas, como a fruticultura irrigada do Vale do São Francisco e do Rio Grande do Norte; o polo de confecções do Agreste pernambucano e do Rio Grande do Norte; a força da pecuária leiteira no Sertão e da bovinocultura de corte no Maranhão e na Bahia; a produção de grãos no Matopiba – região composta pelo Mato Grosso, Tocantins, Piauí e Maranhão -; a carcinicultura e a pesca artesanal no litoral; o polo gesseiro do Araripe; a mineração no norte de Minas e em partes do Ceará e do Piauí; o polo farmacêutico em Minas Gerais e Pernambuco; a produção de petróleo e gás na Bahia, no Rio Grande do Norte e em Sergipe; o hub de inovação de Pernambuco e da Paraíba; além das energias renováveis.

Francisco Alexandre falou também da necessidade de atrair, especialmente, a indústria de transformação. “Nós precisamos transformar nossa matéria-prima localmente, agregando valor, diversificando a economia e criando oportunidades para a nossa população, com geração de emprego e renda e crescimento regional sustentável”, defendeu.

O atual gestor substitui o ex-deputado federal Danilo Cabral, que permaneceu no cargo por mais de dois anos.

A posse do novo superintendente contou com a presença do secretário-executivo do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Valder Ribeiro, que representou o ministro Waldez Góes; do secretário de Desenvolvimento Econômico do Recife, Carlos Andrade Lima, representando o prefeito João Campos; o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Ângelo Almeida, representando o governador Jerônimo Rodrigues (PT-BA); e o secretário Extraordinário de Assuntos Federativos do Rio Grande do Norte, Luciano Santos, representando a governadora Fátima Bezerra (PT-RN). 

Também estavam presentes os senadores Humberto Costa (PT) e Teresa Leitão (PT); o deputado federal e presidente estadual do PT, Carlos Veras, representando os parlamentares da Câmara Federal; o deputado estadual João Paulo (PT), representando a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe); e o superintendente do Banco do Nordeste (BNB) em Pernambuco, Hugo Queiroz, representando o presidente do BNB, Paulo Câmara. 

Papel da Sudene

A Sudene define as diretrizes de fundos importantes para os empreendimentos da região, como o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e o Fundo de Financiamento Constitucional do Nordeste (FNE), além de bancar estudos e projetos.

A autarquia também dispõe de incentivos fiscais que poderão ser pedidos pelas empresas até 2028 e que terão prazo de fruição por 10 anos, indo até 2038, caso o pedido seja aprovado em 2028

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