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Recife projeta R$ 2,7 bilhões e 60 mil empregos com o Carnaval 2026

A Prefeitura do Recife anunciou nesta quinta-feira (4) as primeiras atrações e a expectativa de movimentação econômica no município durante o Carnaval de 2026. De acordo com a gestão, a capital pernambucana deve movimentar R$ 2,7 bilhões, com projeção de 310,5 mil passageiros no Aeroporto Internacional do Recife e geração de 60.030 empregos. A antecipação […]
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O prefeito do Recief, João Campos, afirma que a prefeitura tem a missão de potencializar, com o Carnaval, o que há de mais forte na cultura Fotos: Edson Holanda/PCR
O prefeito do Recife, João Campos, afirma que a prefeitura tem a missão de potencializar, com o Carnaval, o que há de mais forte na cultura Fotos: Edson Holanda/PCR

A Prefeitura do Recife anunciou nesta quinta-feira (4) as primeiras atrações e a expectativa de movimentação econômica no município durante o Carnaval de 2026. De acordo com a gestão, a capital pernambucana deve movimentar R$ 2,7 bilhões, com projeção de 310,5 mil passageiros no Aeroporto Internacional do Recife e geração de 60.030 empregos. A antecipação da programação com mais de 80 atrações busca ampliar o fluxo turístico, fortalecer a rede de serviços e permitir que o setor hoteleiro opere com maior previsibilidade, prática que elevou a ocupação média para 96% na última edição. Este ano, a festa contará com shows de Ludmila, João Gomes, Liniker, Alok, Seu Jorge, entre outros.

Confirmando a tradição de um dos principais carnavais de rua do País, a folia recifense aposta, mais uma vez, na mistura entre raízes da cultura popular e novas tendências musicais, reforçando o título de Cidade Criativa da Música, concedido pela Unesco. A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife, divulgou a lista de atrações nesta quinta (4), em iniciativa que também visa expandir o alcance internacional do evento. Segundo a PCR, a estratégia de divulgação antecipada tende a elevar a taxa de permanência média dos visitantes e ampliar o consumo nos setores de alimentação, mobilidade e entretenimento.

Tradição e homenageados do Carnaval 2026

“Hoje, reafirmamos um compromisso de poder fazer com que tudo aquilo que é completamente acertado no nosso Carnaval possa ter uma continuidade e um incremento, e que a gente possa todos os anos ir trazendo mais novidades. Queremos mostrar o que é bom, especialmente num tempo em que se passa tanta coisa ruim no noticiário. É importante colocar um carnaval para fazer bem à alma das pessoas”, destacou o prefeito do Recife, João Campos. “Temos a missão de potencializar o que há de mais forte na nossa cultura, que é de uma riqueza enorme, para fortalecer o Recife no mundo”, completou.

O tema de 2026, “Carnaval do Futuro”, segundo a Secretaria de Turismo, “associa tradição e inovação, preservando elementos da cultura popular e projetando novas linguagens”. A gestão afirma que o conceito será incorporado a ações de acessibilidade, redução de impacto ambiental nos polos e ampliação da tecnologia aplicada à operação do evento. Prova disso são os homenageados da festa: o cantor Lenine, chef de cozinha Dona Carmem e o Bloco Madeira do Rosarinho.

“Nosso carnaval faz parte de uma estratégia muito inteligente. Para fazer turismo, para vender, é preciso ter previsibilidade, que as coisas aconteçam com antecedência. Na última reunião do Conselho de Turismo, fizemos um balanço de um saldo muito positivo do momento que o turismo vem passando no Recife, e o reflexo disso são eventos como o Carnaval. A importância de quanto isso movimenta a nossa economia, nossa vida hoteleira e todas as atividades que são envolvidas diretamente com o turismo. E a gente fica feliz em ver esse crescimento apontado nos números. Até porque, hoje, o turismo corresponde a quase 6% do PIB da nossa cidade”, destacou Thiago Ângelus, secretário de Turismo do Recife.

De acordo com dados internos da pasta, o setor de alimentação e bebidas deve concentrar cerca de 28% do impacto direto da festa, seguido pela hotelaria, responsável por 23% da movimentação financeira no período.

Recife investe em diversidade musical

Uma parte da grade de artistas foi anunciada nesta quinta-feira e reúne nomes de diferentes gerações, como Ave Sangria, O Orquestrão, Maestro Spok, Maestro Duda, SaGrama, Coral Edgard Moraes, Lia de Itamaracá, Getúlio Cavalcanti, Quinteto Violado, Orquestra Popular do Recife, Antônio Nóbrega e Almir Rouche. Da cena contemporânea, integram a programação Joyce Alane, Larissa Lisboa, Almério, Martins, Isadora Melo e PC Silva.

O brega, uma das sonoridades de maior apelo popular no Recife, estará representado por Priscila Senna, Raphaela Santos, Michele Mello, Conde Só Brega e Os Neiffs. Nomes da cena roqueira e do Mangue Beat também foram incorporados, como Otto, Chinaina, Devotos, Siba, Eddie e Romero Ferro.

Entre as atrações nacionais, destaque para João Gomes, Jota.Pê, Mestrinho, Alok, Iza, Ludmilla, Liniker, Seu Jorge, Fafá de Belém e Vanessa da Mata.

“Carnaval é a ancestralidade, e quem tem mais ancestralidade do que o Recife? […] Só a gente, só o Recife pode mostrar isso dessa forma”, afirmou a secretária de Cultura, Milu Megale.

A prefeitura estima que a diversidade da programação pode ampliar em até 14% o público circulante nos polos menores, fortalecendo o modelo descentralizado do Carnaval.

Casa Bloco e expansão das prévias

A edição 2026 contará com a Casa Bloco, que chega do Rio de Janeiro à Praça do Arsenal. O espaço reúne agremiações fluminenses e pernambucanas, criando novas rotas de circulação cultural. Outra novidade é o Bloco do Silva, que ampliará o calendário de prévias.

O número de eventos pré-Carnaval deve crescer 11% em relação a 2025, segundo a Fundação de Cultura, com impacto direto em serviços de transporte, bares, restaurantes e comércio informal. Também foi confirmado o espetáculo da subida do Galo ocorre na quarta da semana pré, consolidando seis dias oficiais de festa.

Cultura popular em destaque

As manifestações tradicionais seguem no centro da programação, com Tumaraca, Encontro de Nações, Ubuntu, Encontros de Baques, Blocos Líricos, Bois, Ursos, Caboclinhos, Tambores Mirins, Noite dos Tambores Silenciosos e os desfiles das Agremiações e Campeãs.

“O que a gente está mostrando aqui, na verdade, é uma política pública, um compromisso de gestão com a política cultural do Recife”, disse Marcelo Canuto, presidente da Fundação de Cultura do Recife.

Para 2026, os editais voltados a grupos de cultura popular terão aumento de 15%, ampliando o financiamento das agremiações.

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