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Flávio Bolsonaro comete ato falho e diz que foi à Casa Branca a convite de Lula

​Durante coletiva sobre encontro na Casa Branca, senador trocou nome do aliado pelo de seu principal rival nas eleições presidenciais de outubro
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~3:23
  1. Senador Flávio Bolsonaro confunde Lula com Trump ao mencionar convite para Casa Branca durante coletiva
  2. Irmão Eduardo articulou reunião com Trump em momento de desgaste da pré-campanha de Flávio
  3. Revelações sobre conexões de Flávio com banqueiro Daniel Vorcaro prejudicam intenções de voto do senador
  4. Eduardo Bolsonaro reside nos EUA desde março de 2025 após avanço de investigações no STF
  5. Flávio solicitou inclusão do PCC e Comando Vermelho na lista internacional de organizações terroristas
Flávio Bolsonaro em encontro com Donald Trump no EUA
​A reunião foi articulada pelo irmão do senador, Eduardo Bolsonaro, em um movimento estratégico para a pré-campanha de Flávio, que enfrenta o desgaste das revelações sobre suas conexões com Daniel Vorcaro. Foto: reprodução/redes sociais do Senador

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), protagonizou um momento de confusão durante coletiva de imprensa em sua passagem pelos Estados Unidos. Ao detalhar sua agenda nos país, o parlamentar cometeu um ato falho e afirmou ter sido convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Casa Branca, quando, na verdade, referia-se a Donald Trump.

​O equívoco ocorreu no momento em que Flávio tentava conferir legitimidade ao encontro em Washington. “Mais uma vez, foi um convite oficial do presidente Lula, ele tava (sic) ali com dois assessores dele… do presidente Trump, desculpa, o presidente Trump estava com dois assessores dele”, corrigiu-se rapidamente o senador, ao mencionar o nome de seu principal adversário político.

Articulação internacional e cenário eleitoral

A reunião com Donald Trump foi articulada pelo irmão do senador, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O movimento estratégico ocorreu em um período sensível para a pré-campanha de Flávio, que enfrenta o desgaste das recentes revelações sobre suas conexões com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

​O impacto do escândalo financeiro foi imediato no cenário político brasileiro. De acordo com as últimas pesquisas eleitorais, o episódio gerou oscilações negativas nas intenções de voto do senador, consolidando a liderança do presidente Lula na corrida presidencial que se aproxima.

Comitiva e situação de Eduardo Bolsonaro

Além do próprio Flávio, participaram do encontro com o republicano o jornalista Paulo Figueiredo, neto do general João Figueiredo, e Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado reside nos Estados Unidos desde março de 2025, tendo deixado o Brasil após o avanço das investigações no Supremo Tribunal Federal (STF).

​Eduardo saiu do país no contexto dos inquéritos que apuram a tentativa de golpe de Estado, processo que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Atualmente, o patriarca da família cumpre pena de 27 anos de prisão após o desfecho do julgamento na suprema corte.

Pautas de segurança e o “Escudo das Américas”

​No campo das propostas levadas à Casa Branca, o senador Flávio Bolsonaro focou no combate ao crime organizado. Ele solicitou formalmente ao governo norte-americano que as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) passem a figurar na lista internacional de organizações terroristas.

​O pré-candidato também defendeu a integração do Brasil ao chamado “Escudo das Américas”. O projeto é uma aliança de defesa e segurança idealizada por Donald Trump em conjunto com governos de extrema-direita da América Latina, visando criar um bloco de cooperação militar e de inteligência na região.

​Repercussão política do ato falho

​A troca de nomes repercutiu rapidamente nos bastidores de Brasília e nas redes sociais, sendo explorada por adversários políticos como sinal de nervosismo. O erro acontece em um momento em que a pré-campanha do PL tenta nacionalizar o debate e reforçar os laços com a direita internacional para recuperar terreno nas pesquisas.

​O encontro em Washington é visto por analistas como uma tentativa de Flávio Bolsonaro de desviar o foco dos problemas internos e das investigações no Brasil.

Leia também: Justiça Eleitoral cria comissão para monitorar uso de IA nas eleições 2026

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