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Dosimetria: Alcolumbre promulga lei que beneficia condenados pelo 8/1

Congresso Nacional derrubou veto do presidente Lula, na semana passada. Ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser beneficiado com a Lei da Dosimetria
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  1. Alcolumbre promulga Lei da Dosimetria após Congresso derrubar veto presidencial de Lula à redução de penas.
  2. Lei reduz punições para condenados pelos atos de oito de janeiro de 2023 contra instituições democráticas brasileiras.
  3. STF condenou 1,4 mil pessoas por crimes contra democracia, com maioria recebendo penas de um a catorze anos.
  4. Bolsonaro recebeu maior condenação com vinte e sete anos e três meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal.
  5. Condenados devem ingressar com pedido para recalcular penas no Supremo e se beneficiar da nova legislação aplicada.
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, promulga PL da Dosimetria, lei que beneficia condenados pelo 8/1
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, conduziu votação que derrubou veto de Lula à proposta de redução de penas dos envolvidos em atos contra a democracia. Foto: Carlos Moura/Agência Brasil

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), informou nesta sexta-feira (8) que promulgou a Lei da Dosimetria. A decisão deve ser publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

“Nos termos da Constituição Federal, compete ao Presidente do Senado Federal promulgar a lei quando o Presidente da República não o faz no prazo constitucional de 48 horas”, informou, por meio de nota, o senador Alcolumbre.

A Lei da Dosimetria reduz as penas para os condenados por tentativa de golpe de Estado no Brasil no contexto dos atos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, inconformados com o resultado das eleições de 2022, depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, pedindo um golpe militar e a deposição do presidente eleito democraticamente.

O projeto de lei foi vetado na íntegra pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que alegou que o texto viola o interesse público ao reduzir penas de crimes contra a democracia. Porém, Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Lula

Ao todo, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou 1,4 mil pessoas por crimes contra a democracia, sendo 431 penas de prisão, 419 penas alternativas e outros 552 acordos de não persecução penal.

De acordo com levantamento do STF, o maior grupo de condenados é formado por 404 réus que receberam penas de um ano de prisão, número equivalente a 28% do total de condenações.

Em seguida, foram registradas 213 condenações a 14 anos de prisão, representando 15,19% do total.

A pena mais alta foi aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, único condenado a 27 anos e três meses de prisão. Para se beneficiar da redução das penas, os condenados devem ingressar com um pedido para recalcular a pena no Supremo.

Entenda a PL da Dosimetria

O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas”.

Tais mudanças devem beneficiar condenados pelo 8 de janeiro, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

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